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Globo quer ser reconhecida como criadora de séries no exterior, diz diretor

Divulgação / TV Globo
Cauã Reymond caracterizado para a série "Ilha de Ferro" Imagem: Divulgação / TV Globo

Gilvan Marques

Do UOL, em São Paulo

10/12/2018 17h21

Tradicional produtora e exportadora de telenovelas, a TV Globo deixou claro que quer ser reconhecida a partir de agora como uma potencial criadora de séries também.

Em entrevista ao site "Todo TV News", especializado em notícias de mercado na América Latina, o diretor executivo Raphael Corrêa Netto afirmou que a Globo tem avançado nos últimos dois anos nesse segmento e que, diante desse avanço, a emissora "começa a ser reconhecida". A entrevista foi feita em vídeo durante a feira MIPCOM, em Cannes, na França, e publicada pelo site na última sexta-feira (7).

"Nós sempre fomos reconhecidos pelas telenovelas, mas ao longo dos últimos dois anos temos avançado em série e a Globo começa a ser reconhecida como criadora e produtora de séries de alta qualidade e produção artística", diz o executivo. "Ela avança para o mundo como grande produtora de conteúdo para multimercados e multiplataformas", comemora.

Ainda durante a entrevista, Corrêa Netto diz que a Globo é uma emissora competitiva, com talentos e ideias.

"Pode-se ter ótimas oportunidades de mercado, mas você precisa ter um conteúdo muito bom para ter talentos e ideias", ressalta. "Acho que somos muito mais competitivos agora em termos de marca e em termos de relevância de conteúdo, e em termos de negócios, falamos sobre a linguagem universal que faz com que grandes dramas possam viajar", pontua.

O executivo acrescenta que a Globo tem capacidade de fazer projetos "sozinha ou com parceiros" para ser reconhecida no mercado externo.

Versão hispânica de "Amores Roubados"

Como parte desse projeto, Globo e Telemundo (segunda maior rede direcionada ao público hispânico nos Estados Unidos, pertencente à gigante NBC) confirmaram a aliança para a coprodução da série "Jugar con Fuego", uma nova versão de "Amores Roubados".

A Globo intensificou nos últimos anos a produção de séries, como "Carcereiros", "Cidade Proibida", "Dupla Identidade", "Ilha de Ferro", "Supermax", entre outras, e como consequência, a exportação também.