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Especial BBB18

Mauricio Stycer

Para enterrar más lembranças do BBB17, Globo ignora Emilly e elege Vivian

Reprodução/TV Globo
Emilly e Vivian conversam durante o "BBB17" Imagem: Reprodução/TV Globo
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura, do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Colunista do UOL

19/01/2018 12h26

Algumas edições do “BBB” demoram mais para terminar do que outras. A 17ª é uma destas. O conturbado relacionamento entre Emilly e Marcos manteve o programa na lembrança do espectador por mais tempo do que o desejado pela Globo.

O engajamento dos fãs de ambos assustou a direção do programa. No famoso paredão entre Marcos e Ilmar, que teve cerca de 113 milhões de votos e foi vencido pelo médico, Tiago Leifert leu um texto preparado por seus chefes. A certo ponto, alertou:

"Esse paredão não é sobre polarização. Não é uma luta do bem contra o mal. Ouviram bem o que eu disse? Quem vencer esse paredão não é o paladino da justiça, quem perder não é o demônio. Não é isso que está acontecendo. Pode até ser pra algumas pessoas, mas elas são fanáticas e elas estão hipnotizadas."

A expulsão de Marcos e a vitória de Emilly renderam pontos de audiência, mas não foram boas notícias para a Globo. De um lado, a emissora se viu acuada pela pressão de movimentos feministas e da polícia; de outro, pela força de fã-clubes formados, como disse Leifert, por pessoas “fanáticas e hipnotizadas”.

Encerrado o reality, o “BBB17” continuou em pauta, primeiro, por conta dos desdobramentos policiais. Marcos e Emilly desfilaram pela delegacia, trocaram insinuações pelas redes sociais e atiçaram ainda mais a guerra entre os fã-clubes.

No segundo semestre, ao entrar na “Fazenda”, Marcos falou quase diariamente de Emilly, de Boninho e da Globo, prolongando o “BBB17” até 7 de dezembro, quando se sagrou vice-campeão.

Não espanta, por isso, que a Globo tenha feito alguns gestos, em janeiro de 2018, no sentido de enterrar de vez o “BBB17”. Primeiro, anunciou que os fãs terão que se cadastrar no site do programa para votar em seus favoritos. A justificativa é conhecer melhor quem está votando, mas um dos efeitos é evitar a utilização de robôs para votação automática.

Em segundo lugar, tornou-se público que a emissora não fez qualquer esforço para manter Emilly ao final do contrato, obrigatório, de um ano com a candidata. E, por fim, contratou Vivian, a vice-campeã da edição passada, para ser uma das “repórteres” do “BBB18”.

Reportagem de Gisele Alquas, no UOL, mostrou na última terça-feira que Vivian superou Emilly em número de seguidores no Instagram. Mas não creio que essa tenha sido a razão das escolhas da Globo.

Vivian é pura simpatia, não é uma personalidade que atrai extremos (fãs abduzidos e haters) e não é a cara do “BBB17”. Ela foi vice-campeã, mas não é um rosto que lembre o programa do ano passado. Assim como sua colega Fernanda Keulla, campeã do “BBB13”. As duas são, por assim dizer, ex-BBBs genéricos, com muito mais histórias positivas do que negativas para lembrar.

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