Mara diz que sisters se põem como figurantes e afirma: "Me senti excluída"

Reprodução/Globo
Mara, primeira eliminada do "BBB18", participa do "Mais Você" desta quarta (31) Imagem: Reprodução/Globo

Colaboração para o UOL

31/01/2018 09h30

Helcimara Telles, primeira eliminada do "BBB 18", chegou sem voz ao "Mais Você" desta quarta-feira (31), menos de 10 horas após ter gritado "Fora Temer" ao vivo ao conversar com Tiago Leifert. Mara comentou sobre sua saída da casa depois de enfrentar Ana Paula no paredão.

Ela acredita que os homens se uniram. "Com certeza, achei desde o início tinha os meninos, que estavam tentando fazer um clube, e as mulheres. Eu sabia de tudo, eu era muito mais analista que participante. Os homens tinham capacidade estratégica de formar um grupo sem assumir que faziam estratégia. A [acusada de ser] estrategista era eu", afirma.

E como ela analisa sua estratégia no jogo? "Péssima, horrível", admite, aos risos. "Para mim foi diversão o tempo inteiro. Falaram que eu fiz intriga, mas não. Eu falava mais estratégia do que tentava realmente eliminar alguém", disse, confessando que tentaria eliminar Kaysar.

"Se eu tivesse que colocar alguém, pensei em alguém forte, que pudesse crescer. Ele é uma pessoa muito afetiva, muito over. Todo mundo queria o prêmio, inclusive eu. Se você mantêm uma pessoa que vai crescendo, quem vai tirar depois?", explica, comentando seu desempenho nessa uma semana de confinamento.

"Fui melhor analista que participante. Eu sabia que deveria falar menos, ser menos intensa, articular mais, mas eu não conseguia fazer isso. Eu conseguia perceber as coisas, mas não agir de modo diferente. [Se entrasse hoje] eu tentaria mudar, mas não conseguiria. Está além das minhas forças ser falsiane", dispara.

"Mulheres aceitavam papel de figurantes"

Mara falou sobre como as mulheres se comportam na casa. "Foi uma situação de muito machismo, tanto que foram três mulheres para o paredão. As mulheres são gostosas demais de um lado e deveriam ser apenas figurantes do 'BBB'. Eu não me colocava nessa posição, falava de igual para igual com os homens, já elas aceitavam melhor o papel de figurantes. Eu fui para ganhar R$ 1 milhão, mas também para colocar a questão da luta contra a violência não só física quanto simbólica à mulher". 

A mineira afirma que previa sua saída. "Sentia que seria eliminada desde que entrei lá. Eu me senti sendo gradativamente excluída pelas pessoas. Eu era mais velha, mais intelectual, tinha uma visão diferente do jogo. Eu me senti muito excluída". E ressalta que não colocou seus planos em prática. "É como se eu fosse a grande maquiavélica. Eu pensava em estratégias, mas eram eles que faziam o tempo todo", justifica, avaliando quais suas características nesse período confinada.

"Intensidade, autenticidade, alegria e talvez posicionamentos fortes foram as marcas que deixei no jogo. Tentei o tempo todo me colocar no lugar do outro. A coisa mais importante para mim é empatia, e ali não tem, é muito individualismo. Reproduz o que é a sociedade brasileira hoje", alfineta, esperando ser bem recebida por seus alunos, em março.

"Tem um certo conceito às vezes de pesquisadores participarem de reality show. É por participar de um que consigo divulgar a luta contra a violência às mulheres. Queria fazer um livro antropológico e um blog falando das estratégias. As pessoas não entendem ainda a importância de usar os grandes meios de comunicação para passar sua mensagem", disse.

Zeca Camargo explicou uma novidade dessa edição: Mara pode proteger uma pessoa do veto que o líder dá a alguém na próxima prova, fazendo com o participante que ela escolha participe da disputa pela liderança que acontece essa semana. "Quero proteger a menina do Acre, a Gleici. Acho ela merecedora do premio, afetiva, fofa, humilde, acho que está sendo visada".

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