PUBLICIDADE
Topo

Bolsonaro deu Cinemateca para Regina não ficar desamparada, diz deputada

Regina Duarte e Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, ao comunicarem a saída da atriz da Secretaria de Cultura - Reprodução / Internet
Regina Duarte e Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, ao comunicarem a saída da atriz da Secretaria de Cultura Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

20/05/2020 17h15

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse à CNN Brasil que o presidente Jair Bolsonaro indicou Regina Duarte para comandar a Cinemateca Brasileira com o objetivo de não deixar a atriz "desamparada".

Zambelli contou que foi ela que gravou o vídeo em que o presidente e a então secretária de Cultura falam sobre a mudança no cargo. E disse ao canal de notícias:

"Posso dizer com toda certeza. A Regina Duarte ainda não fez a saída dela. Houve a comunicação que a Regina gostaria de voltar para São Paulo e o presidente, preocupado com o fato de ela ter rompido com a TV Globo e para que ela não ficasse desamparada, conversou sobre a possibilidade de ela assumir uma função em um local importantíssimo e que hoje está muito em segundo plano, que é a Cinemateca."

Ainda segundo a deputada, Regina Duarte estava "triste". "Entendo algumas criticas, realmente dá impressão que a Regina não fez muita coisa, mas estamos vivendo uma pandemia, não deu para fazer as viagens que ela gostaria, por exemplo".

Zambelli também defendeu a indicação do ator Mario Frias para o cargo. "Ele realmente esteve no Palácio do Planalto ontem com o presidente. Acho que eles estão se conhecendo ou, como diria o presidente, talvez estejam namorando para ver se vai rolar um noivado, mas o martelo não está batido ainda. Ao que tudo indica, ele é a pessoa mais cotada", declarou.

A ida de Regina Duarte para a Cinemateca não será fácil, porém. Questões jurídicas podem dificultar a mudança, como mostrou reportagem da Folha nesta quarta-feira. "Isso porque a Cinemateca Brasileira deixou de ser administrada diretamente pelo governo federal há quatro anos, quando teve sua gestão transferida para uma Organização Social (OS), a Acerp, Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. O modelo usa características de administração privadas em entidades públicas", informa o jornal.

Mauricio Stycer