PUBLICIDADE
Topo

Televisão

Marcílio Moraes, Gilberto Braga e mais autores de novela que sumiram da TV

Alguns autores famosos já não escrevem para a TV há algum tempo - Reprodução/Montagem UOL
Alguns autores famosos já não escrevem para a TV há algum tempo Imagem: Reprodução/Montagem UOL

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

20/02/2019 04h00

Esta semana, Marcílio Moraes, autor de sucessos como "Essas Mulheres" (2005) e "Vidas Opostas" (2006), usou as redes sociais para fazer um desabafo: o escritor disse que se sente mal aproveitado pela Record, emissora da qual é contratado.

"Continuo escrevendo, tenho projetos. Não é minha cabeça que está fora do ar, são apenas minhas séries e novelas. O tempo vai passando e o que eu quero é que não rezem por mim antes do tempo", disse ele, bem-humorado, ao colunista do UOL Mauricio Stycer.

Moraes não é o único autor que, apesar de ter assinado alguns êxitos na TV, acabou sumindo da programação. A seguir, relembre alguns:

  • Reprodução/TV Cultura

    Lauro César Muniz

    Autor de "Roda de Fogo" (1986) e "O Salvador da Pátria" (1989), na Globo, Lauro César Muniz escreveu alguns capítulos marcantes da história das telenovelas. Elogiado por seu trabalho no teatro, o autor levou seu estilo para a televisão e promoveu inovações no formato.

    Entretanto, seu último projeto não foi dos mais tranquilos. Depois de emplacar o sucesso "Poder Paralelo" (2009) na Record, Lauro assinou "Máscaras" (2012). O folhetim foi um fracasso, com índices baixíssimos de audiência. Pouco tempo depois, o autor deixou a Record.

    Mais tarde, foi chamado para retornar à Globo, mas deixou a emissora novamente após alguns meses sem ter emplacado nenhuma sinopse. Leia mais

  • Reprodução/UOL

    Carlos Lombardi

    Conhecido por suas histórias com "saradões descamisados", Carlos Lombardi se destacou com obras como "Quatro por Quatro" (1994), "Uga Uga" (2000) e "Kubanacan" (2003).

    Em 2013, escreveu "Pecado Mortal" (2013) para a Record, atraído pela possibilidade de ter um pouco mais de liberdade com seu trabalho, que considerava restrito pelos horários de exibição que tinha na Globo. Porém, a recepção à novela não foi boa, e Lombardi viu seu contrato na Record terminar sem ter realizado nenhum novo trabalho. Leia mais

  • Reprodução/Viva

    Antônio Calmon

    De "Top Model" (1989), a "Vamp" (1991) e "O Beijo do Vampiro" (2002), Antônio Calmon criou um universo que conseguiu mesclar o melodrama do folhetim com o universo jovem. Porém, isso não bastou para impedir que "Três Irmãs" (2008), última novela do autor, se tornasse um fracasso de audiência.

    O público não comprou a história. Em 2010, Calmon escreveu o seriado "Na Forma da Lei", e depois entrou em uma longuíssima geladeira. O autor até tinha um projeto de uma novela chamada "Barba Azul", que acabou cancelado. Leia mais

  • Reprodução/Globo

    Ana Maria Moretzsohn

    Ana Maria foi colaboradora em algumas das novelas mais lembradas da televisão brasileira, como "Tieta" (1989), "Pedra Sobre Pedra" (1992) e "Fera Ferida" (1993). Em 2001, assinou sua primeira história, "Estrela Guia" (2001), que ficou conhecida como "a novela da Sandy".

    Em 2013, comandou "Malhação: Casa Cheia", uma das temporadas mais criticadas da novela teen da Globo. Desde então, não trabalhou mais na TV. De acordo com o colunista do UOL Flávio Ricco, ela se juntou à equipe de colaboradores de "Gênesis", próxima trama bíblica da Record.

  • Globo/João Cotta

    Lícia Manzo

    Lícia escreveu apenas duas novelas na Globo: "A Vida da Gente" (2011) e "Sete Vidas" (2015), mas já foi suficiente para conquistar uma legião de fãs, além do apreço dos críticos, que destacaram que seu estilo realista e seu texto sutil e repleto de nuances.

    Mas isso não bastou para que um projeto da autora, que ficou conhecido como "Jogo da Memória", fosse engavetado. "Sete Vidas" acabou sendo o último trabalho de Lícia, que, ao que tudo indica, está escalada para escrever uma novela para o horário das 21h. A conferir. Leia mais

  • Alex Carvalho/Divulgação

    Manoel Carlos

    Manoel Carlos anunciou em 2014 que queria que "Em Família" fosse sua última novela -- apesar da má recepção da história. Maneco, como é conhecido, disse que gostaria de se dedicar a projetos menores, como minisséries.

    Desde então, o autor tem se dedicado a escrever um trabalho chamado "Castelo de Areia", cujo roteiro foi até visto em sua entrevista ao extinto "Ofício em Cena". Até hoje, só ele sabe do que se trata a obra, que não tem previsão de estreia e quase nenhum detalhe revelado.

  • Globo / George Maragaia

    Gilberto Braga

    Autor de grandes sucessos do horário nobre da Globo, como "Vale Tudo" (1988) e "Celebridade" (2003), Gilberto Braga também assinou um dos maiores fracassos da história das novelas das 21h: "Babilônia" (2015), que sofreu com críticas ruins e a rejeição do público.

    Depois disso, dedicou-se a dois trabalhos: uma minissérie sobre Elis Regina, que nunca viu --e provavelmente não verá mais-- a luz do dia, e uma novela originalmente pensada para o horário das 23h: "Intolerância", da qual pouco se sabe até hoje.

Televisão