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Referências de "Liberdade, Liberdade" vão de "Moulin Rouge" a "Gladiador"

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

27/04/2016 07h00

Embora parta de um período histórico real - o Brasil colônia em 1808 -, "Liberdade, Liberdade" aposta na licença poética para recriar seu universo, como qualquer trabalho de ficção. Ponto de partida para elenco e direção se transportarem para outros tempo e espaço, a história de Joaquina (Andreia Horta) e dos revolucionários em Vila Rica, em Minas Gerais, traz um pouco da Roma antiga, da França do século 19 e até da imaginária região de Westeros.

Se os roteiros dos capítulos têm um tom de aventura que lembram os romances capa e espada de Alexandre Dumas, segundo o autor Mario Teixeira, a realização das cenas de ação bebem em fontes um tanto mais agressivas. Abaixo, o UOL revela algumas das obras que serviram de inspiração para a novela das 23h.

Atores e direção revelam inspirações para a novela

  • Divulgação

    "Gladiador"

    O longa dirigido por Ridley Scott e os filmes de Sam Peckinpah (diretor de "Meu ódio Será tua Herança" e "A Morte Não Manda Recado", entre outros) foram referências usadas por Vinícius Coimbra para comandar as sequências de ação que dão o tom de aventura da trama. "Nessa época, o Brasil era muito violento, havia muitos assaltos, muitos assassinatos. Para a novela, dá uma dinâmica boa", afirma.

  • Divulgação

    "Piratas do Caribe"

    Intérprete do revolucionário Xavier, o ator Bruno Ferrari procurou traços da personalidade do rebelde no icônico pirata Jack Sparrow. "O autor também mencionou o Zorro, que é uma referência maravilhosa. Mas assisti muito aos filmes da série porque o personagem do Johnny Depp tem muito humor, assim como o Xavier", conta o ator.

  • Divulgação/Netflix

    "Orange is The New Black"

    Rever filmes como "Moulin Rouge" e "Bruna Surfistinha" foi uma das lições de casa que Yanna Lavigne se propôs para compor a Mimi de "Liberdade, Liberdade", uma das prostitutas do bordel da cidade. Mas uma inspiração menos óbvia foi a série das presidiárias de Litchfield. "Queria entender essas relações conturbadas entre mulheres que viviam quase num cativeiro", afirma a atriz.

  • EFE

    "Os Miseráveis"

    Lilia Cabral afirmou que a novela de época (rara em sua carreira) tem feito a atriz se desconstruir porque é "fresca". Para mergulhar no universo retratado na novela, recorreu ao musical baseado na obra de Victor Hugo. "Quis ter essa sensação da selvageria. Na pesquisa, descobri que as meninas eram muito maquiadas para disfarçar as doenças", conta a intérprete.

  • Divulgação/HBO

    "Game of Thrones"

    A Branca de Nathalia Dill tem um pouco de outra vilã bastante conhecida da TV: a impiedosa Cersei Lannister, vivida por Lena Headey na série da HBO, num universo igualmente violento. O apelido, inclusive, pegou nos bastidores da novela. "Ela é uma mulher à beira de um ataque de nervos, inventa coisas. Mas é bem engraçada também", afirma a atriz.

  • Reprodução

    "Hamlet"

    Especialista em remédios naturais e curas, Ascensão tem fama de bruxa na cidade. Referências na literatura e no cinema não faltam para a personagem de Zezé Polessa, portanto. "Todas as bruxas do cinema eu vi. Gostei muito dessas do novo 'Macbeth' (foto), umas que têm um sinal na testa, e as da versão do Roman Polanski também", conta a atriz.

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