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Ricardo Feltrin

Grupo Globo fatura R$ 180 milhões por ano com monopólio de canais eróticos

Amauri Nehn / Photo Rio News
Filmes com a atriz Bruna Ferraz, exclusiva da produtora Brasileirinhas, podem ser vistos no canal Sexy Hot Imagem: Amauri Nehn / Photo Rio News
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

11/01/2017 06h03Atualizada em 11/01/2017 21h07

Sem nenhum concorrente à vista (e ai de quem se atrever a tentar disputar esse mercado), os canais e produtos eróticos da Globosat faturaram no ano passado por volta de R$ 180 milhões, segundo dados exclusivos obtidos pelo UOL.

A Globosat detém praticamente o monopólio de conteúdo erótico-pornô no Brasil, seja por acesso linear (como você sempre assistiu) ou compra on demand. Os canais do grupo são Sexy Hot,  PlayboyTV, SH Rapidinhas, Venus, Sextreme, For Man e Brazzers, entre outros (os dois primeiros estão presentes tanto na Net quanto na Sky).

Somente em filmes vendidos on demand, os canais pornôs do Grupo Globo faturaram cerca de R$ 72 milhões no ano passado, o que equivale a cerca de 4,5 milhões de filmes avulsos comprados via plataforma Now. É o mesmo volume de vendas informado pelos canais da Globosat em 2015.

Além disso o grupo também fatura com cerca de 400 mil assinaturas lineares e mensais de canais pornôs, o que rende mais cerca de R$ 96 milhões anuais (a Sky não revela seus números, mas certamente são mais modestos).

A empresa do Grupo Globo também fatura com chats e contos eróticos no portal Sexy Hot, e com vendas avulsas em SMS, MMS e outros produtos móveis (para celular, por exemplo), que somaram cerca de 1 milhão de negócios no ano passado.

Portanto, estima-se que o “setor” de sexo na TV por assinatura arrecada cerca de R$ 180 milhões anuais para o Grupo Globo. Metade disso, no entanto, pode ser repassada pela Globosat de volta às principais operadoras (Net e Sky).

NEGÓCIO DA CHINA

O pornô na TV é um negócio incrivelmente rentável no Brasil. Para se ter uma ideia, a Globosat paga em média R$ 4.700 por cada filme comprado das produtoras independentes, com direito de exibi-los quantas vezes quiser por um período que vai de um ano a quatro anos – dependendo do contrato.

Além disso o produtor ganha uma porcentagem toda vez que seu filme for comprado em serviços on demand como o Now, da Net. 

Cada filme é vendido no Now por R$ 15,90 e, como numa diária de hotel, ele pode ser visto até 12h do dia seguinte à compra. 

Já a plataforma de streaming Sexy Hot Play atraiu, segundo a assessoria dos canais Playboy-Globosat, mais de 600 mil visitantes únicos no ano passado – o que significa um incremento de 21% em relação a 2015.

Houve ainda crescimento de 145% em vídeos assistidos, 154% em número de usuários cadastrados e 129% a mais na média de usuários logados durante cada mês.

SEM CONCORRENTES

A Globosat não tem concorrente no Brasil em filmes eróticos.

Em 2008, a Band tentou lançar uma parceria com o canal Brasileirinhas na TV paga, mas a operação durou menos de dois anos, A Band hoje ainda tem um  canal, o SexPrivé, na Sky.

A Band simplesmente não conseguiu disponibilizar o canal nas operadoras, já que elas – aparentemente – sempre agem de acordo com os interesses do Grupo Globo.

E a Globo não quer concorrência nesse rentável mundo do prazer (visual).

@feltrinoficial

Leia também: Mulheres são "censoras" de filmes pornôs exibidos no canal Sexy Hot

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