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Ricardo Feltrin

Um mês após corte de canais abertos, TV paga ganhou só 1 ponto no ibope

Getty Images/iStockphoto
TV por assinatura cresceu apenas 1 ponto no ibope após desligamento dos canais da Simba Imagem: Getty Images/iStockphoto
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

30/04/2017 07h02Atualizada em 29/04/2017 19h47

Já faz um mês depois que Record, SBT e RedeTV! cortaram seus sinais das principais operadoras na Grande São Paulo.

 

Representados pela empresa Simba, esses três canais exigem ser remunerados por seus sinais, o que as operadoras descartam. Com o impasse houve o corte (decidido pelos canais).

 

Ainda não é possível saber se o desligamento dessas três TVs abertas está provocando um significativo cancelamento de assinaturas ou migração de assinantes para outra operadora (por exemplo, a Vivo, que continua com os três canais Simba).

 

No entanto os números de audiência consolidados obtidos pela coluna mostram quem está ganhando e quem está perdendo. O levantamento foi feito entre 7h e 0h, o chamado horário comercial da TV brasileira.

 

QUEM PERDE

Record, SBT e RedeTV!, como era previsível, estão em desvantagem. Perderam um grande público. Na média dos 30 dias antes do corte com 30 dias depois, a Record perdeu cerca de 25% de sua audiência na Grande São Paulo, ou quase 2 pontos.

Isso equivale a cerca de 140 mil domicílios ou quase meio milhão de telespectadores, segundo a metodologia do Ibope  (3,3 pessoas por domicílio).

O SBT também perdeu, mas bem menos: apenas cerca de 10% de sua audiência, ou 0,5 ponto, o que equivale a cerca de 35 mil domicílios ou 115 mil telespectadores na região, que tem cerca de 26 milhões de habitantes em cerca de 40 cidades.

Já a RedeTV! foi a mais afetada. Além de já ter historicamente uma audiência baixa, a emissora perdeu ainda cerca de mais 30%  em pontos de ibope. Hoje está na casa do 0,4.

Há um detalhe, porém: nos últimos dias as três emissoras não só pararam de cair, como começaram a reverter parte da queda, recuperando telespectadores --conforme esta coluna antecipou

AS TVS AMIGAS

Com o corte dos sinais das concorrentes diretas, Globo e Band também apresentaram leve crescimento em abril, na comparação com a era pré-corte, mas é bem mesmo do que essas emissoras sonhavam.

 

A Band, por exemplo, ganhou cerca de 8% em audiência, atingindo 2,6 pontos em abril (contra 2,4 pontos em março). Só que na semana de 20 a 26 de abril, por exemplo, a emissora já perdeu o fôlego e voltou para a casa dos 2,5 pontos.

 

Já a Globo oscilou positivamente 3%, de 15,9 pontos para 16,5 pontos.

 

TV PAGA CRESCEU POUCO

 

Embora nos dias logo após o corte de Record, SBT e RedeTV! a audiência dos canais exclusivamente pagos tivesse crescido até 14%, esse impulso perdeu força e fechou abril com apenas 11% de crescimento.

Dos 9,8 pontos de média da fase pré-corte passou para 10,8 pontos na pós.

Isso representa apenas 1 ponto de audiência. O que quer dizer que os canais exclusivamente pagos ganharam 200 mil telespectadores com a saída de três TVs abertas e nacionais.

EM QUE PÉ ESTÁ A GUERRA

Representantes da Simba e das operadoras continuam as discussões nesta semana, e não há nenhuma previsão de fechamento de acordo em curto ou médio prazos, a despeito do otimismo de muitos envolvidos no lado das TVs abertas.

Por outro lado, nos próximos dias a Anatel vai decidir se as operadoras terão de dar algum desconto aos assinantes por causa do corte das três TVs abertas.

A Simba hoje mantém conversas apenas com Vivo, Oi e Net, que também já descartou que vá pagar qualquer centavo às emissoras por seus sinais abertos.

Mas acena que pode negociar, porém, caso a joint-venture lance novos canais pagos. Com a Sky, não há nenhuma conversa.

Para entender a briga Operadoras versus Simba em apenas um texto, clique aqui.

@feltrinoficial

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