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Ricardo Feltrin

Simba até hoje não apresentou plano de novos canais pagos às operadoras

Reprodução/TV Record
Silvio Santos se encontra com Edir Macedo; os dois são acionistas da Simba, ao lado dos donos da RedeTV! Imagem: Reprodução/TV Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

18/06/2017 08h20Atualizada em 18/06/2017 08h20

Quase três meses depois de cortar os sinais de suas três sócias das maiores operadoras de TV por assinatura na Grande São Paulo, a joint-venture Simba ainda não apresentou um plano de criação de novos canais, segundo esta coluna apurou.

Um dos motivos do impasse que levou ao corte de Record, SBT e RedeTV!  --representadas pela Simba--, foi que elas exigiam remuneração por seus sinais abertos (o que a legislação permite).

As operadoras, porém, se negam a pagar por algo que sempre foi gratuito. No entanto, não descartam remunerar novos canais que viriam a ser criados pela Simba exclusivamente para a TV paga.

O problema é que até hoje a Simba não fez proposta oficial de criação de nenhum novo canal.

Fontes ligadas à joint-venture chegaram a falar (inclusive a esta coluna) que seriam criados canais com conteúdos antigos de Record e SBT.

Falaram ainda no lançamento de um novo canal só para a linha de shows; chegou-se a falar inclusive na criação de um canal que exibiria 24 horas de “Chaves” e congêneres.

Por enquanto tudo não passou de intenção e, mesmo assim, fontes ouvidas garantem que esses três “exemplos” de canais não despertariam nenhum interesse das operadoras.

DIREITOS AUTORAIS E CONEXOS

O grande problema da Simba é que há um enorme caminho a percorrer antes de sequer pensar em lançar canais com conteúdos antigos, por exemplo.

Para exibir  programas dos anos 80 e 90, por exemplo, Record e SBT teriam de obter autorização de cada um dos apresentadores ou artistas (ou de suas famílias, caso já tenham morrido) que fizeram parte desses programas.

Acontece que os contratos assinados por artistas até a segunda metade dos anos 90 nas TVs abertas não previam que os produtos (programas) pudessem ser distribuídos para outras plataformas (TV paga ou internet, por exemplo) --que mal existiam até então.

No caso de obter aprovação, a Simba teria de pagar os chamados direitos “conexos” ou de imagem para cada apresentador ou artista.

Mesmo a diligente Globo vem enfrentando problemas para exibir alguns programas de antes de 1997 em seu canal pago Viva, justamente pela falta de cláusulas referentes à TV por assinatura ou streaming.

Uma das primeiras artistas da Globo a assinar um contrato de amplo espectro e já prevendo exibição em novas plataformas foi Angélica, por volta de 1997.

@feltrinoficial

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