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Ricardo Feltrin

Em atitude incomum, Pânico assina rescisão com Band sem exigir multa

Marcos Ribas/Photo Rio News
Emílio Surita na festa de aniversário do empresário Tutinha, dono da Jovem Pan e da marca "Pânico" Imagem: Marcos Ribas/Photo Rio News
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

01/02/2018 11h16Atualizada em 01/02/2018 14h34

Costuma-se dizer que, no mundo corporativo, não há espaço para erros e muito menos para fracotes ou nem mesmo para a piedade.

Bem, os líderes da trupe do “Pânico na Band” (Tutinha e Emilio Surita) não parecem compactuar com esses clichês do mundo dos negócios.

Embora tivesse contrato vigente com a Band até o final de dezembro deste ano, o grupo de humoristas compreendeu a perigosa situação financeira em que a Band se encontra e abriu mão da multa por rescisão contratual, a que tinha direito.

Não é pouca coisa. Estima-se que a multa de rescisão poderia chegar a R$ 3 milhões, caso chegasse a um termo (poderia levar anos). Isso sem falar nas custas processuais e honorários.

Conforme esta coluna já havia antecipado em novembro, a Band já havia procurado Tutinha e Emílio para tentar um acordo amistoso.

Enquanto não recebe convite para migrar para alguma outra TV, o “Pânico” continua diariamente ao meio-dia na Jovem Pan FM (estreou em 93) e também está investindo mais em seu canal de YouTube.

Não só é o “Pânico” que foi atingido em cheio pela crise econômica da Band.

A emissora vem promovendo cortes em altas escalões na casa, reduzindo custos ainda mais de produções e chegou a demitir mais de 100 jornalistas nos últimos meses.

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