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Anitta passa Fátima e vira o maior cachê feminino da publicidade nacional

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Com apenas 25 anos, Anitta é um fenômeno na música e também na publicidade brasileira Imagem: Reprodução/Instagram
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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2018-07-16T06:30:00

16/07/2018 06h30

Além de ser a artista brasileira que causa maior repercussão dentro e fora do país, Anitta também já é um maiores fenômenos publicitários de todos os tempos. Em termos de ganho, ela já se iguala a estrelas do quilate de Fausto Silva e Neymar Jr.

Com apenas 25 anos, a compositora, cantora e apresentadora está cobrando até R$ 4,5 milhões por uma campanha nacional comercial em todas as mídias, segundo a coluna apurou junto a fontes do mercado.

Somente Neymar e Fausto Silva já chegaram a receber cachês semelhantes.

Anitta conseguiu também a proeza de desbancar Fátima Bernardes do “título” que a jornalista manteve nos  últimos quatro anos --de maior cachê feminino da publicidade nacional.

Com mais de 35 anos de carreira e 55 de idade, Fátima nunca chegou a um valor tão expressivo quanto o cachê atual de Anitta, nome artístico da carioca Larissa de Macedo Machado.

Recentemente Fátima voltou a brilhar em campanha para um hipermercado, após um ano de “quarentena” da mídia em rede.

O afastamento midiático nacional fora decidido depois do escândalo da JBS Friboi, de quem a apresentadora da Globo foi garota-propaganda por três anos.

Anitta, no entanto, só tem 25 anos de idade e estourou na mídia apenas em 2013, o que faz dela um fenômeno publicitário só comparável, talvez, em precocidade a Neymar Jr., 26 anos.

“Anitta está bombando dentro e fora do Brasil, é um sonho de consumo para marcas que querem (e podem) associar suas imagens”, diz Fabio Wajngarten, presidente da Controle da Concorrência e especializado em publicidade.

Wajngarten acredita que, no entanto, é preciso cuidado dos dois lados do balcão.

Para ele, artistas em fases tão áureas como as de Anitta precisam tomar cuidado também com os efeitos da superexposição comercial. Assim como as empresas.

“Quanto mais atributos um artista carrega, mais valorizado ele fica. Ao mesmo tempo menos empresas têm orçamentos à altura para contratação”, avalia.

“Mas, as marcas que podem, querem pegar carona na explosiva exposição do artista. Explosiva porque ele pode tanto alçar a marca como também causar prejuízo”, diz.

CASO EXPLOSIVO

Não vale de comparação com Anitta, mas o termo “explosivo” usado pelo executivo serve de exemplo:

No início do mês ocorreu um grande “escândalo” publicitário envolvendo o famoso youtuber e “influencer” Julio Cocielo.

Com milhões de seguidores, ele perdeu vários contratos valiosos e deixou de atrair marcas após comentários preconceituosos em suas redes sociais.

As marcas que o haviam contratado correram anunciar que não mais o elegeriam para campanhas.

Os repúdios, no entanto, só foram anunciados após grande crítica e pressão de internautas e outras celebridades a essas marcas.

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