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Em 4 anos, crise derruba 20% dos assinantes de canais eróticos no país

As atrizes pornôs Fabiane Thompson e Angel Lima no prêmio Sexy Hot 2016 - Divulgação
As atrizes pornôs Fabiane Thompson e Angel Lima no prêmio Sexy Hot 2016 Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

01/08/2018 07h02

A crise política e econômica atinge todos os setores da economia nacional e o mercado do “prazer” também não escapou.

A coluna apurou que pelo menos 1 em cada 5 usuários dos chamados canais adultos Globosat (PlayboyTV, SexyHot, Sextreme, Vênus etc.) cancelou esse conteúdo de seus pacotes de assinatura nos últimos quatro anos.

Entre 2013 e 2014 o número de assinantes desses canais premium beirava meio milhão de pontos de TV paga no Brasil.

Hoje, após a longa crisse que grassa no país, esse número está um pouco abaixo dos 400 mil.

EROTISMO, MINA DE OURO

Apesar disso, esse nicho de canais adultos ainda é o mais rentável para a Globosat. Suas margens de lucro são extremamente generosas (a despeito da parceria com do Grupo Globo com a Playboy).

Um dos motivos dessa lucratividade está no sistema adotado pela  gestão dos canais adultos da Globosat (Maurício Paletta): diferentemente de canais como GNT, GloboNews e Mltishow, a Globosat não gasta um centavo produzindo conteúdo adulto. Tudo é comprado pronto de terceiros.

Em 2016, a estimativa era que a venda de canais lineares (assinaturas fixas) e filmes avulsos (on-demand) renderam cerca de R$ 180 milhões à Globosat, conforme esta coluna antecipou com exclusividade no início do ano passado.

Hoje o preço da assinatura de quatro canais está em média por R$ 40. Um único canal, no entanto, custa cerca de R$ 17 --o que torna mais atrativo adquirir o pacote completo.

A queda de consumo, no entanto, também está atingindo os filmes on-demand. Mas nada que já cause preocupações econômicas à Globosat por enquanto.

Além disso, pesquisa realizada pelo canal Sexy Hot aponta que a maioria do público consumidor de pornô no Brasil ainda prefere ver esse conteúdo na TV, e não em computador.

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Ricardo Feltrin