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"GoT" é prova que pirataria ameaça futuro do conteúdo, diz especialista

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Viserion, um dos "bichinhos" de "Game of Thrones" Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

2019-05-18T06:39:00

18/05/2019 06h39

Para especialistas em tecnologia, a reta final de "Game Of Thrones" mostra --mais uma vez-- que a pirataria está tão globalizada, organizada e imediatista que já ameaça o futuro da produção de conteúdo no mundo todo.

Essa é a opinião dos engenheiros e técnicos da Nagra, uma das mais conhecidas empresas de soluções tecnológicas e software contra pirataria do mundo.

O seriado termina neste domingo e o último capítulo será exibido às 22h de amanhã (19), no canal premium HBO.

Na opinião do diretor sênior de marketing da empresa, Simon Trudelle, o final da série aclamada da HBO é esperada com mais ansiedade pelos piratas do que até pelos próprios fãs.

"A ameaça da pirataria ao redor de 'Game of Thrones' claramente indica que estamos operando em um mercado consumidor globalmente conectado", diz.

"Isso também torna significativamente mais difícil para a indústria financiar e desenvolver novos e divertidos conteúdos para os consumidores."

Em outras palavras: se a pirataria de conteúdo não for combatida no presente, vai colocar em risco a produção de conteúdo artístico no futuro: os estúdios (e emissoras) estarão amneaçados e podem deixar de investir em megaproduções --caso de "GoT".

Segundo Trudelle, a pirataria em torno dessa série é bem diferente para a indústria e o mercado no curto, médio e longo prazo.

No curto há, claro, o rebaixamento da qualidade do conteúdo em si, do ponto de vista audiovisual. Resumindo: conteúdo "pirata" geralmente tem qualidade muito inferior ao original..

No médio e longo prazo, porém, a série sofrerá enorme depreciação como produção artística, além de obviamente prejudicar dezenas ou centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo que trabalham para criar conteúdo.

Trudelle acha que não basta só combater e prevenir os vazamentos com uso de tecnologia à altura da pirataria. È também necessário identificar e expor as fontes primordiais de vazamentos.

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