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Ricardo Feltrin


Sob Bolsonaro, TV Brasil despenca e volta a rondar traço de ibope

Presidente Jair Bolsonaro  -
Presidente Jair Bolsonaro
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

17/01/2020 09h27

Resumo da notícia

  • Emissora caiu de 0,41 para 0,29 na audiência
  • Bolsonaro descumpriu promessa de fechar TV
  • Além disso está aparelhando TV como o PT

Bastou apenas um ano de governo Jair Bolsonaro para que a TV Brasil voltasse a rondar o espectro do traço de audiência.

No início de 2019 a emissora chegou a registrar 0,41 ponto e era a 7ª emissora mais vista do país, entre canais abertos e pagos.

No mês passado caiu para 0,29 ponto e para a 9ª colocação no ranking nacional, incluindo TVs pagas e abertas.

Essa medição é feita pela Kantar Ibope Media e é a mais completa que a empresa faz. Ela foi obtida pela coluna junto a fontes nas emissoras, pois a Kantar não pode divulgar esses dados.

Nessa medição cada ponto de ibope valia por 254 mil domicílios no país no ano passado. Hoje vale por 260 mil. A amostra equivale a um universo de mais de 24 milhões de residências.

A situação da audiência da TV Brasil só não está pior do que no governo Dilma, quando, em 2016, chegou a dar 0,19 ponto.

A emissora pública custa centenas de milhões de reais por ano aos cofres públicos.

Foi criada no governo Lula, por intermédio de seu então ministro da Comunicação, Franklin Martins, e se transformou rapidamente num cabide de empregos.

Durante a campanha eleitoral Bolsonaro prometeu que iria fechá-la, mas não apenas não cumpriu a promessa como passou a "aparelhar" a emissora da mesma forma que acusava os petistas.

No final do ano passado a TV Brasil nomeou o jornalista recém-formado Lucas Faria, para a direção da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação).

Recebendo R$ 11 mil por mês (quase o triplo da média da emissora, Lucas é filho do general Alcides Valeriano de Faria Junior.

Entre 2017 e 2018, sob o governo Michel Temer, que nomeou como diretor da TV Brasil o ex-global Caique Novis, a emissora pública passou a dedicar mais espaço à programação infantil, aos documentários, e subiu várias posições no ranking de audiência.

No final de dezembro o governo também começou a desmontar a TV Escola e a TV Ines, a primeira voltada para a formação de professores, a segunda com conteúdo transmitido em Libras, a linguagem dos surdos.

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