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Vídeo: CNN Brasil faz 4 meses e segue sem rumo definido

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/07/2020 13h41

No programa desta coluna no canal do UOL no YouTube esta semana, analisamos os 4 meses de funcionamento do canal pago CNN Brasil.

Antes mesmo de ir ao ar, em 15 de março, conseguiu chacoalhar o jornalismo nacional de forma positiva mesmo antes de estrear.

Globo, GloboNews, Band, BandNews, Record, enfim, todas as emissoras abertas e fechadas que praticam jornalismo foram obrigadas a se mexer desde que o CEO Douglas Tavolaro (ex-Record) anunciou no final de 2018 a decisão de abrir a franquia do maior canal de notícias do mundo aqui no Brasil.

Se o efeito pré-estreia foi tão bom, o mesmo não se pode dizer dos últimos quatro meses, quando a emissora entrou numa rota confusa editorialmente e foi envolvida em, digamos, "escândalos" dentro de sua própria redação.

Quase tudo que mais repercutiu sobre CNN desde março não foi sua produção jornalística, e sim desavenças pessoais e mudanças internas na emissora.

No cerne das polêmicas está o programa "O Grande Debate", que já teve quatro diferentes "debatedores" enfrentando o "conservador" Caio Coppolla.

Todos deixaram o quadro ou por vontade própria (se recusaram a perder mais tempo discutindo com um oponente tão sem estofo) ou foram dispensados pela direção da casa.

Outra "notícia" foi o pedido de demissão de Reinaldo Gottino, que decidiu voltar para a Record —não sem antes também ter sido jogado no olho do furacão da primeira das pendendas em "O Grande Debate".

De qualquer forma, como frisa o vídeo, são só quatro meses e a CNN Brasil ainda tem muito tempo pela frente para se acertar.

Antes de mais nada ela precisa definir que rumo editorial seguirá de agora em diante: se prefere ser notícia graças aos furos jornalísticos que eventualmente der, ou pelas picuinhas dentro de sua sede.

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