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Negra Li tem seu site hackeado e diz ter sido vítima de racismo

Lucas Limas/UOL
Negra Li teve seu site invadido por um hacker, que a atacou com a foto de um macaco e uma mensagem racista Imagem: Lucas Limas/UOL

Do UOL, em São Paulo

05/07/2016 10h32

Negra Li disse que teve o seu site hackeado na segunda-feira (7). Em sua conta do Facebook, a cantora relatou que foi vítima de um ataque racista.

"Já fui vítima de comentários e mensagens racistas na minha página do Facebook mas é a primeira vez que tenho o meu site hackeado. É inacreditável que, em pleno momento em que vivemos, ainda existam pessoas com um pensamento tão limitado, com disposição e energia para promover o ódio e a ignorância", afirmou.

Ela continuou o texto dizendo que procura não se abalar com mensagens ofensivas: "Tenho muito orgulho da minha trajetória e de tudo que sou e represento, por isso não me abalo e não deixo que situações como essa tirem a minha paz".

"Minha posição foi sempre de apagar os comentários, ignorar e seguir em frente sem dar ibope ou rebater esses tipos de críticas. Peço a Deus que um dia essas pessoas possam enxergar o mal que fazem a si próprios e ao mundo e sejam capazes de mudar suas atitudes", completou. 

O autor do ataque racista, que invadiu a página de Negra Lee, se identificou como RBX Hacker. Ele publicou uma foto de um macaco no site da cantora acompanhada de uma mensagem ofensiva, que dizia: "Negra Li, você foi hackeada sua macaca. By RBX Hacker".

Reprodução
Negra Li tem seu site hackeado e é atacada com mensagem racista Imagem: Reprodução

Onda de racismo na web
Ataques racistas foram relatados por personalidades conhecidas do público, como Ludmilla, Maju, Taís Araújo e Cris Vianna. 

A cantora Ludmilla esteve na delegacia no dia 23 de maio para prestar queixa contra um internauta que a atacou no Instagram com comentários racistas. A cantora publicou cópias das agressões verbais na rede social e desabafou pedindo ajuda. O criminoso mora no Rio e já respondeu a uma acusação por tentativa de homicídio. 
 
Os comentários dirigidos contra a jornalista Maria Julia Coutinho em julho do ano passado gerou uma onda de protestos de famosos, que vieram a público defendê-la. O caso foi investigado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que identificou o adolescente responsável pelas ofensas
 
A investigação das ofensas sofridas por Taís Araújo teve início no dia 3 de novembro. A atriz usou sua página do Instagram para se posicionar contra os ataques que sofreu. "É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar: na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página", escreveu.

Também no ano passado, Cris Vianna disse que identificou imediatamente as ofensas e as encaminhou para serem investigadas pelas Justiça.  "Não posso me calar. Se meu trabalho me permite alguma expressividade, usarei minha voz por muitos que sofrem esse tipo de ataque racista diariamente e voltam para casa calados, cansados de não serem ouvidos, para chorar sozinhos", desabafou.  

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