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Estrela de "A Rainha do Sul", Alice Braga se destaca em trama cheia de ação

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

07/07/2016 06h30

“A Rainha do Sul” estreia nesta quinta-feira (7) aproveitando duas tendências da TV norte-americana: as histórias dos grandes chefões de drogas, que ganharam vida nova com “Narcos” e “Breaking Bad”, e o espaço cada vez maior dado aos latinos. Mas o grande trunfo da série está em sua protagonista, Alice Braga. Na pele da mexicana Tereza Mendoza, a atriz se destaca em um primeiro episódio cheio de sangue e ação.

Dona de uma presença forte em cena, Alice passa por altos e baixos com sua personagem na estreia – que logo na primeira cena já avisa o espectador que Tereza terá um fim trágico, como ela mesma previa.

Divulgação
Personagem de Alice Braga será traficante poderosa Imagem: Divulgação

Tirada de uma vida complicada por Guero (Jon-Michael Ecker), membro de um cartel de drogas, ela experimenta uma vida de luxos e romance até que o namorado acaba assassinado. Perseguida, ela é agredida e estuprada, mas segue resistindo até deixar de vez o estado de Sinaloa, no México, e chegar aos Estados Unidos.

Entrando em um domínio tradicionalmente retratado como masculino na TV, Tereza se transformará em uma narcotraficante poderosíssima nos próximos episódios da série. E tudo leva a crer que, nesse processo, ela será guiada por outra mulher forte: Camila Vargas (Veronica Falcon), que comanda o braço americano de um cartel mexicano com o qual o falecido namorado de Tereza tinha ligações.

Bebendo sem pudores na fonte do gênero, “A Rainha do Sul” não economiza na violência e faz referências diretas a suas inspirações – não por acaso, Tereza assiste na TV a uma notória cena de Al Pacino em “Scarface”. Mas a série também tem um forte componente novelesco, com direito a cores quentes, ritmos latinos e frases de efeito que parecem ter saído diretamente de um folhetim. O livro beste-seller em que ela é baseada, “La Reina del Sur”, de Arturo Pérez-Reverte, inclusive inspirou uma novela exibida nos EUA com grande sucesso pelo canal Telemundo.

Nesse contexto, a comparação com “Narcos”, que traz Wagner Moura como o traficante Pablo Escobar, é quase inevitável. E semelhanças não faltam entre as duas produções, pelo menos na parte técnica: além de mesclarem inglês e espanhol – ainda que “A Rainha” o faça menos –, as duas são narradas por seus personagens e já começam com o espectador sabendo de antemão como a história vai acabar. A nova produção, porém, tem um tempo diferente – e sua narrativa se desenvolve de forma menos acelerada que sua contraparte da Netflix, que explorou boa parte da vida de Escobar em sua primeira temporada.

Sem trazer inovações em sua história, o piloto peca por alguns excessos narrativos, incluindo o uso de uma visão da Tereza futura que quebra a tensão de momentos-chave de sua trama. No geral, porém, ele acena para episódios que serão divertidos de se assistir. No mínimo, vale acompanhar para conferir o trabalho de Alice Braga.  

"A Rainha do Sul"
Quintas-feiras, às 22h30, no Space

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