Datena ataca Ibope, questiona números e pede CPI contra empresa
José Luiz Datena atacou o Ibope, principal instituto para medição de audiência no país, durante o "Brasil Urgente", da Band, nesta quarta-feira (5).
Irritado com os números registrados ontem, após a entrevista exclusiva com o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), o apresentador soltou o verbo, criticou a empresa ao vivo e disse que irá pressionar pela instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).
"Ninguém vai ter peito para questionar o método de aferição desse Ibope, deixa pra lá. Mas ontem [com a entrevista de Doria] foi uma belíssima audiência, melhor do que foi registrado na realidade. Eu soube que venderam o Ibope para uma firma no exterior, mas duvido que essa transação tenha sido feita no total...porque os mesmos caras continuam lá, mudou quase nada. Ainda continuo contestando essa audiência aí é uma audiência que não condiz com a realidade", desabafou Datena.
"[Me perguntam] 'Ô, Datena, você acha que o Ibope rouba?'. Não, eu acho que mede mal e as pessoas têm medo de falar contra o instituto porque temem ser prejudicadas. Como já me prejudicou a vida inteira, eu estou *** andando para esse Ibope. Agora vou continuar pressionando, sempre, até que façam uma CPI contra a empresa... até eu morrer", concluiu.
A Kantar Media, braço do grupo WPP responsável por gestão de informação, adquiriu o controle do Ibope Media em dezembro do ano passado e, desde então, passou a se chamar Kantar Ibope Media. Em 2015, a empresa ganhou a concorrência da GfK, instituto alemão que trouxe para o Brasil seu serviço de medição de audiência.
Em setembro, a TV Cultura anunciou o rompimento do contrato com a Kantar Ibope e aderiu à medição feita pelo instituto concorrente, o GfK. A Cultura é a quarta emissora a aderir aos serviços de medição de audiência da empresa no Brasil, juntando-se à Record, SBT e RedeTV!.
De acordo com informações do colunista do UOL Ricardo Feltrin, as três emissoras já estudam abandonar a medição do Ibope até 2020. Isso porque seria impraticável e improdutivo pagar por duas medições.
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