Malhação - Viva a Diferença

Casal Tinderson conquista fãs em "Malhação": "Amor superando o preconceito"

Reprodução/TV Globo/Ramon Vasconcelos
O casal Anderson (Juan Paiva) e Tina (Ana Hikari) de "Malhação: Viva a Diferença" Imagem: Reprodução/TV Globo/Ramon Vasconcelos

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

23/06/2017 04h00

Ela, uma estudante de classe média, criada dentro de uma família tradicional descendente de japoneses. Ele, um motoboy da periferia, negro. Tina e Anderson, interpretados por Ana Hikari e Juan Paiva, formam o casal mais comentado da atual temporada de “Malhação” – e ganharam uma base de fãs fiéis nas redes sociais e um apelido: Tinderson.

Desde o início do romance, o casal tem no racismo seus principais obstáculos: a mãe de Tina, Mitsuko, se opõe ao namoro, e os dois foram parados por um policial que duvidou que eles fossem namorados, em uma cena que provocou reações negativas por parte de associações e políticos ligados à Polícia Militar. E essa discussão sobre preconceito é um dos motivos do sucesso do par, na opinião da atriz Ana Hikari.

“A história que esse casal conta tem a ver com o amor superando as adversidades, as diferenças e o preconceito, principalmente o racismo. Se isso não é um grande motivo, eu não sei o que é”, diz Ana, que até já recebeu mensagens de fãs que contaram ter refletido sobre o tema após a novela: “A Globo tem um poder incrível de alcance pelo Brasil. Trazer esse debate para grandes massas, com o texto do Cao Hamburguer, que dialoga tão bem com o público jovem, tem sido muito gratificante e com muitos retornos positivos”.

Sergio Zalis/Globo/Divulgação
Tina e Anderson foram apelidados de "Tinderson" pelos fãs Imagem: Sergio Zalis/Globo/Divulgação

Assim como a colega de cena, Juan também vê a importância de discutir o racismo – especialmente por “Malhação” ter um público bem jovem. “Racismo precisa ser combatido, assim como outros assuntos que geram preconceitos. Que bom que estamos tendo a oportunidade de passar essa mensagem através da arte e, dentre outros públicos, para os jovens. Afinal, o futuro está nas mãos deles”, diz o ator, que ainda credita a boa repercussão do casal à sintonia entre ele e Ana.

“Buscamos ter amizade, confiança e cumplicidade, antes de qualquer coisa. Os dois teriam que se sentir confortáveis e bem. E acho que essa nossa busca imprime o casal na tela de uma maneira que conquistamos uma torcida maravilhosa”.

Ambos, aliás, têm sentido o carinho do público também nas ruas. “Fico muito feliz com o retorno, é algo que busco até o final da temporada. O assédio aumentou bastante. E como não me acostumei ainda, fico um pouco assustado às vezes (risos). Até esqueço que trabalho na TV”, diz Juan, que antes de “Malhação” esteve em “Totalmente Demais”.  Ana, por sua vez, diz que a recepção tem sido melhor do que esperava. “Como eu estou com esse cabelo rosa, acho que fica mais fácil me reconhecer. Já fui parada várias vezes para tirar foto, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro”.

Na vida real

Juan conta que, apesar de lidar com o racismo no dia a dia, não usa as experiências pessoais na hora de atuar. “A partir do momento que ultrapasso o portão da minha casa, já tenho que estar pronto para lidar com certas atitudes, às vezes até aquelas que são disfarçadas de brincadeiras. Para o Anderson eu só empresto os meus sentimentos. Cada situação é uma situação”.

Já Ana teve contato com o tema por meio de seu pai, que é negro. “Meu pai sempre conversou comigo sobre racismo de um jeito delicado, porém aberto, para despertar em mim empatia e reflexão. Eu conheci grupos de arte que falavam sobre o assunto e pude entender o que era o racismo através das vivências do meu pai e através do mundo poético que ele me apresentou”, lembra.

A atriz, aliás, lida com outro tipo de preconceito por meio de Tina: os estereótipos em relação a descendentes de asiáticos, ainda um grupo pouco representado na TV brasileira. “Eu recebo esse papel como uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, percebo que é um grande presente. É importante que os brasileiros de ascendência asiática sejam representados sem os estereótipos. Dessa forma, poderemos quebrar paradigmas e colocar em questão temas que nos dizem respeito, por exemplo, o fato de a Tina não gostar que a chamem de ‘japa’, afinal, ela não é japonesa, ela é brasileira”.

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