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Globo homenageia 108 policiais mortos e pede reforma em Código Penal

Reprodução/TV Globo
Globo presta homenagem a 108 policiais mortos em 2017 no Rio de Janeiro Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

14/10/2017 21h45

Depois de ser acusada de praticar "apologia ao crime", a TV Globo prestou uma homenagem a 108 policiais mortos na cidade do Rio de Janeiro, somente em 2017, durante o capítulo de "A Força do Querer", exibido neste sábado (14).

A mensagem foi exibida na tela, em uma cena na qual policiais prestam condolências ao colega que foi morto depois de uma tentativa de assalto. "Homenagem aos 108 policiais que, neste ano de 2017, saíram do seio de suas famílias para combater a criminalidade e jamais retornaram", dizia a mensagem, enquanto a personagem Jeiza (Paolla Oliveira) chorava pela perda do colega militar.

Em seguida, Caio (Rodrigo Lombardi) discursa em uma entrevista concedida à imprensa pedindo uma reforma no Código Penal. 

"Esse cidadão, esse jovem pai de família foi morto por um fuzil. Fuzil é a arma que mais mata entre nós. Estão assaltando nas ruas com um fuzil. E a pena para quem mata é de 3 anos. Ou seja, em 6 meses ele pode estar de volta. Nós apreendemos 24 armas por dia, 1 por hora, 300 fuzis em 3 meses, e ainda sim, 'enxugando gelo', com a falta de material humano, conseguimos evitar a barbárie. O que nós exigimos, o que a sociedade exige, é uma reforma criminal, um código criminal adequado. Porque a sociedade está em 2017, o crime acompanha a sociedade em 2017 e o nosso código criminal parou em 1940", pediu Caio, aos gritos.

No Twitter, a Polícia Militar do Rio de Janeiro agradeceu "de coração" à autora Glória Perez pela homenagem prestada.

Opinião de Mauricio Stycer

Ao centrar uma das histórias principais de "A Força do Querer" na trajetória da mulher de um traficante de drogas, Gloria Perez se expôs a uma crítica recorrente, a de que estaria “glamourizando” o mundo do crime.
 
A crítica, na minha opinião, é injusta. Primeiro, porque a autora se inspirou em uma história real, descrita em detalhes em um livro. E, segundo, porque a novela deixa claro que as escolhas feitas por Bibi transformaram a sua vida.
 
Em todo caso, tenho a impressão que Gloria Perez ficou tocada com as críticas e compensou o público. Em primeiro lugar, a autora escalou como antagonista de Bibi (Juliana Paes) uma policial perfeita, a incorruptível Jeiza. Exemplo na corporação e fora dela, a major mostra um lado de excelência da Polícia Militar.

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