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Com menos ibope e sem repercussão, "Deus Salve o Rei" decepciona

Divulgação/TV Globo
A batalha de Artena e Montemor exibida em quatro capítulos foi uma super produção da equipe de "Deus Salve o Rei" Imagem: Divulgação/TV Globo

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

10/03/2018 04h00

Uma grande batalha marcou a semana da novela "Deus Salve o Rei". Exibida em quatro capítulos, a guerra entre os reinos de Montemor e Artena foi a aposta da direção para marcar uma virada na trama, que está há dois meses no ar.

As cenas consumiram 11 dias de trabalho, envolveram 150 figurantes, 1.300 figurinos e tiveram como locação uma fazenda no interior do Estado do Rio. As gravações ocorreram um mês antes da exibição para que a equipe de pós-produção tivesse tempo para incluir digitalmente cenários e outros efeitos. A repercussão, porém, ficou aquém do esperado e o sinal amarelo acabou sendo ligado nos bastidores.

Na quarta-feira (7), “Deus Salve o Rei” chegou ao 50º capítulo com média de 25 pontos no Ibope, na Grande São Paulo. Está 3,8 pontos atrás da antecessora “Pega Pega”, que acabou com a maior média desde o sucesso “Cheias de Charme” (2012): 29 pontos frente aos 32 da saga das empreguetes.

Oficialmente, a emissora não reclama dos índices, mas o UOL apurou que nem todos estão satisfeitos com os resultados. Houve um grande investimento na divulgação, no elenco e na tecnologia. São quase cem profissionais envolvidos nos efeitos especiais e recursos em 3D, que “completam” os cenários, como partes do castelo, campos e florestas. A expectativa era que audiência ficasse em torno dos 30 pontos.

Na web, a sequência passou batida e, entre os poucos comentários, destacavam-se as críticas. (Veja alguns comentários no final deste texto)

Reprodução/Instagram
Monique Alfradique vai entrar na novela interpretando uma jovem muito acima do peso Imagem: Reprodução/Instagram

Mais humor, por favor

Além da personagem de Bruna Marquezine, a futura rainha e vilã Catarina, mais leve e menos dura nas expressões, Monique Alfradique e Mel Maia vão, em breve, entrar para movimentar a trama com intuito de levar a história mais para a comédia do que para o drama.

Já a participação de Paula Fernandes, que faria uma passagem de seis capítulos interpretando uma freira, foi cancelada. Foi uma “decisão artística” adotada pela emissora. "Não cabia a presença neste momento por mudanças do roteiro", informou a Globo por meio de sua assessoria de imprensa. 

Protagonizada por duas das principais estrelas jovens da casa, a namorada de Neymar e Marina Ruy Barbosa, a novela surgiu como um projeto ambicioso. 

Lançada em janeiro, a trama começou a ser divulgada em outubro de 2017, com reportagens sobre o universo medieval no “Fantástico”, “Encontro com Fátima” e “Mais Você”. Foram organizados encontros com o elenco e vistas aos sets para jornalistas e fãs, antes mesmo da estreia. Bruna, Marina e Tatá Werneck participaram de outras ações, incluindo a Comic Com, evento geek que aconteceu em dezembro passado, em São Paulo. Até pré-estreias em cinemas nas capitais do país foram organizadas.

Divulgação/TV Globo
Bruna e Marina são as duas protagonistas da trama de Daniel Adjafre e estrelas jovens da TV Globo Imagem: Divulgação/TV Globo

Na época da estreia, o autor Daniel Adjafre concordou com o ineditismo na divulgação e explicou que a temática  chamou atenção e entregou um dos motivos: “Tem também o fato de ser um formato mais próximo da série, uma novidade para emissora e que requer uma atenção maior".

O diretor Fabrício Mamberti endossou a identidade diferenciada. “Cada vez mais, a Globo tem buscado isso numa série, em novelas diferentes e o [Carlos Henrique] Schroder [diretor-geral] fala que devemos buscar conteúdo, de abrir um pouco mais para que o mundo está trazendo de temas, ideias, argumentos, assuntos e questões. É o que estamos fazendo com esse projeto” completou.

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