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Justiça determina pena a menor que fez ataques racistas contra Titi

Manuela Scarpa/Brazil News
Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank e Titi Imagem: Manuela Scarpa/Brazil News

Do UOL, em São Paulo

12/04/2018 11h51

A Vara da Infância e Juventude determinou que uma adolescente, identificada como autora de ataques racistas contra Titi, filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, cumpra liberdade assistida. A informação foi confirmada ao UOL pela advogada de Gagliasso, a doutora Mariana Zonenschein.

"Ela vai ser avaliada, vai ter orientador. Medidas que o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] prevê. Ela se arrependeu, mostrou profundo arrependimento, e isso foi levado em consideração, até porque ela era [ré] primária", declarou a advogada.

A doutora explica que, a partir de agora, a jovem terá que cumprir uma série de normas, que, caso descumpridas, podem resultar em uma penalidade mais severa, como uma internação.

"O Estatuto prevê vários tipos de penalidades para o menor que comete alguma infração ou crime, desde advertência até uma internação em uma instituição. Então a juíza, como a jovem era ré primária e se arrependeu, concedeu a ela liberdade assistida, que não é tão frágil como assistência, mas também não é uma internação. Então ela tem que cumprir as medidas que a lei impõe. Ela tem que comparecer ao orientador, cumprir suas tarefas. Se ela descumprir essas regras, a penalidade que foi imposta a ela, ela pode vir a ter uma penalidade mais intensa, que seria a internação. Mas eu não acredito que isso vá acontecer, diante do arrependimento dela", afirma.

Em 2016, a menor, moradora de Guarulhos (SP), confessou ter sido responsável por comentários racistas contra Titi. 

"Os mandados foram cumpridos ontem (20) e todas as pessoas que residiam nesta casa foram levadas para a delegacia e lá, a menor confessou que fez esse perfil falso para praticar os atos de injúria por preconceito e para prejudicar uma prima distante dela. Ela não demonstrou nenhum arrependimento, o que causou espanto na gente. Na declaração dela, perguntamos qual cor ela achava que tinha e ela foi clara em dizer que era negra", explicou na ocasião Daniela Terra, delegada titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Na época, Bruno Gagliasso usou as redes sociais para agradecer a polícia por ter identificado parte dos autores das ofensas à filha. 

"Temos consciência de que ela é apenas mais uma das milhares de pessoas vítimas de preconceito todos os dias nesse país, um país que também é vítima recorrentemente de falta de investimento em educação e de ações afirmativas contra o preconceito racial", escreveu Bruno. 

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