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Piloto de caminhão, ex-"Mulheres Ricas" apoia greve: "Já estava na hora"

Arquivo pessoal
A ex-participante do reality "Mulheres Ricas", Débora Rodrigues, tem um irmão e um tio na paralisação Imagem: Arquivo pessoal

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

28/05/2018 15h43

Piloto de Fórmula Truck ex-participante do reality "Mulheres Ricas", Débora Rodrigues está unida aos caminhoneiros pela diminuição do preço do óleo diesel. Nesta segunda (8), após o presidente, Michel Temer, anunciar novas medidas para colocar fim à greve, ela afirmou ser solidária às reivindicações da classe e contou ao UOL até ter participado de um dos protestos.

"Há muitos anos que os caminhoneiros estão pagando para trabalhar. Acompanho o problema. Eles vivem para pagar pedágio, combustível e manutenção dos caminhões", afirma. "Já estava na hora [de protestarem]. Eu já dizia que eles não sabiam da força que tinham".

Filha de caminhoneiro --ela diz ter "praticamente nascido dentro de um caminhão"--a piloto tem um tio e o irmão paralisados na greve e conta que chegou a ir a um protesto que ocorreu em uma base da Petrobras na Rodovia Castelo Branco.

"Eles estão parados em lugares diferentes, mas procurei saber se estava tudo bem. As dificuldades que passam é não ter banheiro, onde tomar banho, comer. E eles são autônomos, então estão perdendo dinheiro", conta.

"Vida de gado"

Débora, que ficou conhecida em 1997, após se tornar a primeira sem-terra a estampar a capa da "Playboy", também fez duras críticas à sociedade, que na opinião dela poderia aproveitar a mobilização dos caminhoneiros para reclamar por seus direitos.

"É um sacrifício que eles [caminhoneiros] estão fazendo, ninguém está ali para passar por necessidades. Eu fico triste de não ver a população ir para as ruas. Acho que o povo brasileiro é 'vida de gado', vai seguindo a vida. A gasolina está R$ 5 e ninguém faz nada", desabafa.

A piloto disse que abasteceu seus dois carros na última quinta e, por enquanto, não sofreu pela falta de combustível. No domingo, Débora participou de uma corrida no Autódromo de Interlagos que não foi cancelada porque havia sido planejada 30 dias antes. 

"Na quinta, abasteci em um posto em Alphaville. Fiquei 30, 40 minutos na fila. Hoje, por exemplo, estou com carro a diesel. Estamos na base da economia", afirma ela.

Léo Franco/AgNews
Sula Miranda, rainha dos caminhoneiros Imagem: Léo Franco/AgNews
De musa para rainha dos caminhoneiros

Conhecida como "rainha dos caminhoneiros", Sula Miranda usou suas redes sociais na semana passada para defender a greve. Débora, que também apresentou o programa "Siga Bem, Caminhoneiro", no SBT, diz que vez ou outra encontra a cantora em eventos e que, embora não sejam amigas, também a vê como uma representante da classe.

"Esse título é da Sula e ninguém vai tirar isso dela. Uma rainha nunca perde a majestade. Eu fico feliz com o título de musa", brinca, aos risos.

Além de Sula, outra rainha defendeu a greve dos caminhoneiros. Xuxa Meneghel publicou um meme ao lado de Angélica em apoio à paralisação.

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