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Sombra, do Ratinho, fala sobre vida anônima e critica Record

Alvino Batista, o Sombra, trabalha com o Ratinho há cerca de 20 anos - Reprodução/SBT
Alvino Batista, o Sombra, trabalha com o Ratinho há cerca de 20 anos Imagem: Reprodução/SBT

Gilvan Marques

Do UOL, em São Paulo

18/09/2018 04h00

O seu rosto é pouco conhecido, mas basta abrir a boca para que o locutor Alvino Batista Soares, de 61 anos, chame a atenção do público com o seu vozeirão. Ele trabalha há cerca de duas décadas com o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, fazendo a narração de notícias ou chamando os convidados do programa, sempre por trás de uma tela e com o rosto escondido. Por isso mesmo, Alvino ganhou o apelido de Sombra, um dos personagens mais antigos da atração.

"O Ratinho criou o Sombra porque ele queria que alguém passasse notícias. Foi ainda na época da Record. Eu tinha que ser redator, editor e locutor, tudo ao mesmo tempo. E ele botou uma tela em pé, que permanece até hoje. As pessoas falam 'esse cara deve ser muito feio' e eu não sou feio", disse ele, bem-humorado, em entrevista ao UOL.

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Sombra garante não gostar de aparecer e afirma que já se acostumou com a vida de anônimo. "Eu adoro andar de ônibus, de metrô, andar a pé, porque ninguém sabe quem sou eu, ninguém me importuna (...) Eu já me acostumei tanto que não gosto de aparecer. Acostumei. Agora não adianta mudar mais, né? Não funciona. Se o Sombra aparecer não vai ter mais graça, perde a graça", afirma. "Mas quando as pessoas me reconhecem, é uma satisfação muito grande, porque trata-se de um trabalho da gente que é reconhecido", admite.

No mês passado, Ratinho surpreendeu os seus seguidores (e o próprio Sombra) ao publicar pela primeira vez uma foto dele no Instagram. "Estávamos no ar, era um programa de segunda-feira. No intervalo, ele foi lá para o fundo e postou a foto na hora. Eu jamais pensei que o Ratinho fosse fazer isso", afirma.

Eu e o Sombra!!! @sombradoratinho

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Críticas à Record

Apesar de ter trabalhado apenas durante um ano na Record, Sombra relembra que a emissora gostava de envolver um "certo tipo de doutrina na televisão".

"Eu trabalhei só um ano na Record, mas achava ruim porque eles transferiam a igreja para dentro da televisão, né? O jornalista, o artista, de modo geral, gosta de liberdade para trabalhar. A gente era muito cerceado. E aqui, no SBT, não. A gente sente como se fosse a nossa casa", conclui.

Aspirante a padre

Nascido em Junqueirópolis, no interior de São Paulo, Sombra conta que antes da "fama como anônimo", ele estudou durante cinco anos para ser padre. "Eu achava que seria um bom padre. Fiquei virgem até os 21 anos de idade. Eu era o único virgem. Também quando quebrei a virgindade foi um terror (risos). E depois eu não parei mais. Estou no quinto casamento, tenho três filhos e dois netos", diz.

Durante a conversa com a reportagem, o locutor também demonstrou um certo incômodo com o surgimento de várias pessoas se passando por ele. 

"Tem um cara aí dizendo ser o primeiro Sombra. Ele cobra para fazer pregação evangélica nas igrejas. Essa semana eu já recebi dois áudios dele. Eu não vou processá-lo, deixo ficar à vontade. Esse não é o primeiro [a se passar por mim], tem muito besta por aí. [Mas o surgimento de golpistas] não me ataca em nada", avalia.

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