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De volta à TV, Danni Carlos lembra tempo que viveu com freiras na Itália

Danni Carlos volta à TV em "Verão 90" com uma versão brasileira de Madonna - Victor Pollak/Globo
Danni Carlos volta à TV em "Verão 90" com uma versão brasileira de Madonna Imagem: Victor Pollak/Globo

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

19/04/2019 04h00

Depois de dez anos longe da TV, Danni Caros volta às telinhas como La Donna, uma diva pop que promete causar em "Verão 90". A personagem é uma participação especial temporária na trama, mas a cantora e atriz de 43 anos comemora, principalmente pela homenagem óbvia a um dos seus ídolos na música.

"Já tinha trabalhado com o Jorge Fernando [diretor] antes e ele lembrou de mim. Está sendo maravilhoso! Madonna é a referência mesmo, além de um pouquinho de mim. É rir de si mesma, não levei a sério porque para mim ela é inatingível. Sou muito fã. Não é uma Madonna muito cabeça, ela é mais jovem, bem alegre, leve", contou Danni nos bastidores da trama nos Estúdios Globo, no Rio.

La Donna chega para causar em "Verão 90" - Victor Pollak/Globo
La Donna chega para causar em "Verão 90"
Imagem: Victor Pollak/Globo
Assim como diva pop real, a carreira da atriz também foi ofuscada pela música. Danni tem seis discos lançados e está preparando um novo, além de estar com dois shows em cartaz, um de rock e outro de jazz.

"Na tour de rock canto versões e acabei de lançar show de jazz. O disco que estou preparando vai se chamar 'Danni-se', e vai ser totalmente autoral com uma pegada eletrônica e produzido por mim", diz orgulhosa.

A última participação de Danni na TV foi no reality show "A Fazenda", em 2009. Antes, participou da novela "Cidadão Brasileiro" (2006), da Record, e também fez alguns papéis em minisséries e seriados. Voltar para a tela, ela diz, era uma cobrança de fãs e dela mesma.

"Me formei em teatro, não sabia que ia ser música, achei que seria atriz. A música acabou me afastando desse lado. Estava com saudades e o universo respondeu. Não esperava. Essa profissão é boa porque a gente dá um tempo da gente. Dar uma relaxada e viver outros dramas é um alívio", afirma.

Memorial do convento

Antes do teatro, no entanto, a música levou Danni a se aventurar pela Europa. Aos 19 anos, foi ser artista de rua, começando pelas de Londres.

"Tocava por comida e estadia. Não era para ficar rica, óbvio, era para sobreviver. Foi aí que decidi que queria seguir a carreira. Passei tanta necessidade e ainda era feliz. Tocava em praças, navios e estações de trem", lembra Danni, que pretende contar em livro suas peripécias.

"Em Assis, na Itália, fiquei em um convento. Amo São Francisco e fui convidada pelas irmãs a morar com elas. Fiquei um mês vivendo de forma franciscana, acordando muito cedo. Mas elas nunca dormiram tão tarde na vida delas, sempre bebiam mais uma taça de vinho", diz a atriz, que contou ter sido abordada pelas freiras na igreja de São Damião quando chorava muito por conhecer o lugar.

"É a igreja que São Francisco se converteu, tive uma experiência mística. Chorei 30 encarnações de lágrimas, uma experiência espiritual e elas perceberam que eu estava em uma situação mística e me convidaram para ficar com elas", conta.

"Me chamavam de Chiarinha [diminutivo de Clarinha, em referência a Santa Clara] porque eu tinha um cabelo loiro e comprido. Tenho as cartinhas delas até hoje". Por essa, nem La Donna esperava.

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