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Joaquim Lopes desabafa sobre depressão e suicídio: "Imaginei como faria"

Joaquim Lopes - Marcos Ribas/Brazil News
Joaquim Lopes Imagem: Marcos Ribas/Brazil News

Colaboração para o UOL

11/09/2019 07h27

Joaquim Lopes aproveitou o "Setembro Amarelo", mês dedicado à campanha de prevenção ao suicídio, para fazer um desabafo nas redes sociais. O ator, que está no ar em "Malhação", na Globo, revelou que já teve depressão e pensou até em desistir da vida.

"Todos passamos por momentos em que achamos que não tem mais saída. E os 'por quês' se acumulam. Por que continuar? Por que lutar? Por que tentar mudar? E muitos acabam decidindo por desistir infelizmente. Acham que não fazem diferença. Muito pelo contrário. Acham que o mundo seria melhor se não estivessem aqui. Só tô passando pra dizer que eu também já me senti assim. Já pensei em desistir. Entrei num espiral de autopiedade insana que me deixava impotente de pensar. De entender. Estava absolutamente dormente e dormindo. E não tinha nada que me fizesse mudar de ideia. Imaginei como faria... Como seria.... Imaginei como ficariam meus pais, amigos etc. E era uma dor dilacerante. Uma tristeza paralisante", contou ele.

Joaquim continuou o texto, lembrando um dia que foi "particularmente difícil" e que o fez mudar.

"Estava deitado na minha cama com as luzes apagadas e senti no fundo do meu peito um vazio absoluto. Não sentia nada. E entendi que estava no fim da linha. Que nada restava. Que tudo que eu era até aquele momento tinha que acabar... e acabou. Porque no exato momento em que eu senti que não havia mais nada, não havia mais dor. Não havia mais autopiedade. Não havia espaço para autossabotagens e sentimentos de vitimização. E isso me apresentou uma outra oportunidade. Me apresentou uma oportunidade de recomeçar. Do zero. Escolhendo melhor. Um passo de cada vez. Com tranquilidade. Na certeza de não precisar da aprovação de ninguém", disse.

"Entendi quem eram meus amigos. Entendi que a gente, na verdade, só precisa mesmo do nosso próprio amor. Entenda que você importa pra caralho. Pra sua família, pros seus amigos, pra Deus (seja lá o nome que você dá a ele), pra mim, pra todos nós", completou.

Veja o desabafo completo:

Todos passamos por momentos em que achamos que não tem mais saída. E os "por quês" se acumulam. Por que continuar? Por que lutar? Por que tentar mudar? E muitos acabam decidindo por desistir infelizmente. Acham que não fazem diferença. Muito pelo contrário. Acham que o mundo seria melhor se não estivessem aqui. So to passando pra dizer que eu também já me senti assim. Já pensei em desistir. Entrei num espiral de autopiedade insana que me deixava impotente de pensar. De entender. Estava absolutamente dormente e dormindo. E não tinha nada que me fizesse mudar de ideia. Imaginei como faria... Como seria.... Imaginei como ficariam meus pais, amigos etc. E era uma dor dilacerante. Uma tristeza paralisante. Um dia, e esse particularmente difícil, estava deitado na minha cama com as luzes apagadas e senti no fundo do meu peito um vazio absoluto. Não sentia NADA. E entendi que estava no fim da linha. Que nada restava. Que tudo que eu era até aquele momento tinha que acabar... e acabou. Porque no exato momento em que eu senti que não havia mais NADA, não havia mais dor. Não havia mais autopiedade. Não havia espaço para auto sabotagens e sentimentos de vitimização. Nao havia mais NADA... e isso me apresentou uma outra oportunidade. Me apresentou uma oportunidade de recomeçar. Do zero. Escolhendo melhor. Um passo de cada vez. Com tranquilidade. Na certeza de não precisar da aprovação de ninguém. No propósito de não me comparar com NINGUÉM, a não ser com quem eu era, ontem! Se você consegue ser 0,001% melhor do que vc era ontem... vitória! Entendi quem eram meus amigos. Entendi que a gente na verdade, verdade a gente só precisa mesmo do nosso próprio amor. Entenda que você importa PRA CARALHO. Pra sua família, pros seus amigos, pra Deus (seja lá o nome que vc da a ele), pra mim, pra todos nós. Sabe quando vc tá andando na rua distraído e você é quase atropelado por uma bicicleta, ou um pássaro faz cocô no seu ombro, você sempre pensa: "Se eu tivesse saído só 2 segundos depois de casa, isso não teria acontecido!" Né? Nesses momentos percebemos o quanto tudo e todos estamos interligados.

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