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Após morte, irmã de Ivete relembra acusações e defende Jesus Sangalo

Jesus Sangalo e Ivete Sangalo (Fotos: Divulgação/Instagram) - Divulgação/Instagram
Jesus Sangalo e Ivete Sangalo (Fotos: Divulgação/Instagram) Imagem: Divulgação/Instagram

Do UOL, em São Paulo

11/11/2019 23h59

Pouco dias depois da morte de Jesus Sangalo, ocorrida na última quinta-feira (7), Monica San Galo, irmã de Ivete, usou as redes sociais na noite de hoje para relembrar as acusações que foram feitas contra ele.

Jesus era ex-empresário de Ivete. Em 2011, ele foi demitido da Caco da Telha, empresa que gerenciava a carreira da cantora baiana. Ivete ficou anos sem falar com o irmão devido a desentendimentos relacionados ao suposto desvio de verba de sua empresa.

Na mensagem, Monica relembra que Jesus foi acusado de ser ladrão, mas que tudo foi esclarecido depois de uma auditoria realizada na empresa. (Leia o post, na íntegra, abaixo)

"Jesus foi acusado de ser ladrão. Que lástima... Nunca uma acusação foi tão vazia. Todo o seu trabalho foi passado por auditoria. Tudo foi posto em pratos limpos", disse ela, em um dos trechos, defendendo o trabalho do irmão.

"Quem ergue um império como o que ele ergueu, com talento, alegria, lucidez, perseverança, criatividade, alguma brabeza, errando e acertando, aprendendo e ensinando, pelo puro prazer de realizar, não precisa tirar nada de ninguém. Basta apenas receber os aplausos merecidos. E eu o aplaudirei enquanto viver", encerrou.

Jesus estava internado há mais de três meses no hospital Santa Izabel. O empresário sofreu uma complicação após uma cirurgia bariátrica e apresentou quadro de sepse abdominal, doença desencadeada pela inflamação que se espalha pelo organismo diante de uma infecção.

O velório aconteceu no cemitério Jardim da Saudade de Salvador. O corpo de Jesus Sangalo foi cremado em seguida.

Em agosto, quando o irmão já estava internado e apresentava melhoras, Ivete Sangalo agradeceu no Instagram o carinho e as orações dos fãs.

"Queria agradecer às orações de vocês. Meu irmão já está bem, já está evoluindo bastante e a gente está muito feliz com isso. Então, agradeço a vocês pelo carinho e pela oração", disse ela.

Além de Jesus, Ivete tem mais quatro irmãos: Cinthia, Ricardo, Monica e Marcos.

Briga com Ivete no passado

Em entrevista ao "Câmera Record", da TV Record, em 2016, Jesus revelou mágoa com a irmã, que não o defendeu das acusações.

"Existe um poder no microfone que é muito legal para sanar e acabar com dúvidas. Talvez este poder não tenha sido usado", disse ele, na época.

"Se qualquer pessoa entrar na web, vai encontrar que eu dei um desfalque de alguns milhões reais na empresa que eu era o presidente. E eu não dei. Isso me prejudicou absurdamente. Não só profissionalmente, como psicologicamente. Foi terrível para mim. Terrível!", completou.

Ivete ficou anos sem falar com o irmão após os desentendimentos. "Eu não estava me afastando de qualquer um. Eu estava me afastando da maior estrela do país, que ajudei a chegar onde estava", lamentou ele na ocasião.

Há várias formas de morrer. Algumas suaves, outras nem tanto. Pode-se morrer de mágoa, que se disfarça em doenças de mil nomes. Por causa da tristeza a pessoa vai perdendo a vontade, vai cultivando a esperança vã de um dia, quem sabe, aquela dor passe, mas nunca passa. Há quem não aguente, há quem jamais esqueça. Pode-se morrer aos pouquinhos, primeiro o brilho nos olhos, depois o sorriso, depois o coração, o olhar desiste, a voz se afasta, o corpo cansa, a mágoa agora, senhora de tudo, vence uma guerra de favas contadas. Jesus foi acusado de ser ladrão. Que lástima. Julgado e condenado pela crueldade parcial da impressa, crucificado moralmente sem que ninguém saísse em sua defesa, nunca uma acusação foi tão vazia. Todo o seu trabalho foi passado por auditoria. Tudo foi posto em pratos limpos. Mas essa verdade jamais interessou, verdades não vendem jornais. Talvez houvesse um Barrabás em meio a essa história torpe,lamentável e covarde. Não sei. Tudo o que sei é que Jesus não tinha em seu DNA a semente da desonestidade, do mau-caratismo e da covardia. Era um homem nobre, íntegro, altruísta, do bem. Quem ergue um império como o que ele ergueu, com talento, alegria, lucidez, perseverança, criatividade, alguma brabeza, errando e acertando, aprendendo e ensinando, pelo puro prazer de realizar, não precisa tirar nada de ninguém. Basta apenas receber os aplausos merecidos. E eu o aplaudirei enquanto viver.

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Há muitas maneiras de morrer. Inclusive pode-se morrer aos poucos. Hoje, parte de mim morre com meu irmão Jesus. E não sei bem o que fazer com isso. Estou absolutamente devastada e derrotada. É incompreensível que um sujeito genial como ele nos deixe tão cedo. Pra mim parece inacreditável. Jesus era um desafiador, desafiava a dor, desafiava a vida, desafiava limites, mesmo quando isso significava ameaçar a própria vida. E costumava fazer tal coisa parecer fácil, convencia a todos que a diferença entre viver e morrer era um estalar de dedos, um relâmpago e pronto, tudo acabado. Não foi assim com ele. Foram três longos meses de luta, ganha hoje, perde amanhã, sobressaltos, tristeza, alegria, tristeza, alegria, tristeza, um teste longo de resistência a que ele se submeteu sem um ai, sem jamais reclamar, com humor e otimismo, me ensinando a ser madura e adulta, eu, uma chorona reclamona profissional. Eu o amava profundamente. Tivemos ao longo da vida muitos arranca-rabos, ele era turrão, eu sou marrenta, as faíscas eram inevitáveis. Mas como era doce e carinhoso, preocupado com todos, incapaz de ser feliz sozinho, queria todos à sua volta assim, felizes, não via sentido se não fosse desse jeito. Um homem privilegiado pela inteligência complexa, um artista criador, generoso, empolgado, empenhado, um esteta, um louco franco-atirador que no fundo buscava o amor em todas as suas formas, o mesmo homem que nos deixa um legado de grandes realizações, pois somente sob sua batuta visionária poderíamos ter o projeto Ivete San Galo, case nacional e internacional de sucesso, arquitetado e levado a termo pela sua persistência e valentia. Jesus preocupava-se genuinamente com os outros, não sossegava enquanto não arrumasse a vida de um e de outro, um homem de gestos largos, de ambições elevadas, que passavam ao largo da ilusória tolice das posses materiais, dinheiro, coisas assim. Era um realizador, movido a sonhos, projetos, emoções, essas coisas que hoje parecem tão esquecidas pelas pessoas de um modo geral. ( segue )

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