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"Sofri muito bullying por conta do meu sotaque", diz Arlete Salles

Arlete Salles, durante participação no Conversa com Bial - Fábio Rocha/Globo
Arlete Salles, durante participação no Conversa com Bial Imagem: Fábio Rocha/Globo

Do UOL, em São Paulo

03/12/2019 17h39

Arlete Salles contou alguns desafios que precisou superar na carreira durante entrevista ao programa Conversa com Bial, que vai ao ar hoje. A atriz, que começou ainda no rádio, revelou que teve de mudar sua maneira de falar para conseguir trabalho.

"Em Recife, eu era uma garota bem tímida, mas cheia de sonhos e coragem. Foi graças a um anúncio que consegui ir para o rádio. Não existia televisão, e eles me chamaram para fazer locução. Eu sofri muito bullying por conta do meu sotaque, que era muito forte. Na época, não havia esse costume de fazer consulta com fonoaudiólogas. Eu fui treinando sozinha e acabei perdendo 80%", recorda.

Atualmente, ela vive Turandot, uma das protagonistas da série Eu, a Vó e a Boi, que estreou no Globoplay. O autor, Miguel Falabella, explica a história.

"São crônicas de uma discórdia antiga entre duas avós que têm o mesmo neto. A série é um humor profundo de dramaturgia e de personagens muito atuais. Brincamos muito com esse novo conceito de família. A novidade está nessas novas relações e na mensagem de que nada pode florescer quando plantado no rancor".

Os dois falam de seu gosto por fazer rir. "A comédia é a maneira mais elegante de se falar sobre coisas sérias. Os comediantes são profissionais que têm esse tempo exato para o humor. Tem a ver com pontuação, respiração e nível de ansiedade", enumera Falabella. "O ator comediante usa muito a criança interior que não se perdeu. Uma leveza e uma irreverência, mas com seriedade", analisa Arlete.

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