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Assistente diz que só foi notada por Patrícia Abravanel após ensaio ousado

 Mauro Jorge/Divulgação/Instagram
Imagem: Mauro Jorge/Divulgação/Instagram

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

08/01/2020 04h00

Uma das 26 modelos do Topa ou Não Topa, do SBT, Luanna Mendes, 27, sabe bem onde quer chegar. Pela primeira vez em um programa de TV, ela vê a experiência como um passo importante em sua trajetória profissional. Miss Amazonas 2018 e modelo desde os 15 anos, Luanna enfrentou uma disputada seleção até ser escolhida para a atração de Patrícia Abravanel. Mas, ao contrário do que muitos telespectadores possam imaginar, ela diz que as modelos do programa possuem praticamente nenhum contato com a apresentadora e filha de Silvio Santos.

No formato do Topa ou Não Topa, que já foi comando por Silvio e Roberto Justus em outras versões, as modelos que seguram maletas com valores de R$ 1 a R$ 1 milhão, interagem o tempo todo com o apresentador. No entanto, segundo Luanna, esta interação só existe com a atual apresentadora do programa durante a gravação — o que ela lamenta.

"Ela é bem distante, infelizmente. O camarim dela fica bem distante das meninas, da equipe. Não conseguimos conversar com ela nos bastidores. Ela aparece quando todos já estão posicionados para o programa. Eu queria ter um contato maior, ser vista. Sei que cada uma tem que se destacar de alguma forma pelo seu trabalho", afirma.

Luanna Mendes -  Mauro Jorge/Divulgação/Instagram -  Mauro Jorge/Divulgação/Instagram
Miss Amazonas, Luanna Mendes é uma das modelos das maletas do programa Topa ou Não Topa, do SBT
Imagem: Mauro Jorge/Divulgação/Instagram
A modelo, que estuda para ser atriz, encontrou uma forma de chamar a atenção da filha número 4 de Silvio Santos. Com a ajuda de um amigo, ela realizou no ano passado um ensaio fotográfico em plena Avenida Paulista, cartão postal de São Paulo, usando um vestido longo decotado e com seu acessório de trabalho em mãos: a famosa maleta do Topa ou não Topa.

"Tenho um grande amigo do Amazonas, que veio de São Paulo, e conversamos sobre isso de não ser um rostinho a mais. Resolvemos fazer um ensaio relacionado ao programa. A Patrícia curtiu as minhas fotos mesmo sem eu marcá-la. Ela chegou a comentar minha foto e foi incrível. Busquei isso para que o meu rosto fosse visto um pouco mais", diz ela.

Apesar de desejar uma proximidade maior com a apresentadora, Luanna entende que isso não ocorre pelos compromissos de Patrícia. "Ela tem uma vida muito corrida, faz vários programas", diz.


A seleção para o Topa ou Não Topa

Luanna se mudou há dois anos para São Paulo e se inscreveu para o programa por uma coincidência ao ver o anúncio em um grupo do Facebook. Ela conhecia o responsável pelo anúncio, o que a fazer sentir confiança para mandar uma mensagem para saber mais a respeito. Mas, até então, a modelo não sabia que o concurso era para o Topa ou Não Topa.

"Ele me respondeu, 'você se encaixa no perfil. Já trabalhou na TV?'. Eu disse que estava havia um ano em São Paulo e que queria muito essa experiência. É um laboratório em frente às câmeras. Ele passou as informações. Era para levar biquíni, ir produzida e com uma roupa preta. Desde a portaria tinham muitas mulheres. Eram umas três salas repletas de mulheres de todas as formas de beleza. Fiquei assustada. Durou o dia inteiro a seletiva. Eu fiquei por último", se recorda.

Luanna conta que eram mais de 300 mulheres tentando uma vaga no programa, segundo foi informado a ela na ocasião. E somente na segunda etapa da seleção é que ela descobriu que o teste era para o Topa ou Não Topa. Ela diz como foram os testes.

"Na primeira fase, tinha que se apresentar no vídeo, falando sobre mim. Eu relaxei porque adoro falar. Uma semana depois me chamaram novamente. Era para fazer um sorriso ou triste dependendo do valor das maletas. Foi ainda mais tranquilo. Alguns dias depois fui informada que tinha sido aprovada", afirma.

Segundo ela, o maior desafio do programa é esboçar naturalidade. "Não adianta ir no automático. A gente não sabe o valor da maleta, descobrimos na hora. O melhor é ser o mais natural possível e se deixar envolver com a história do participante. Cada rodada é um sentimento diferente", descreve ela.

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