Atriz raspa cabeça para filme da Netflix: "Cabelo não faz a mulher"
O ano começou diferente para a atriz Arianne Botelho. Em sua primeira publicação no Instagram, ela apareceu sem os cabelos longos que usou em alguns de seus trabalhos mais conhecidos, como as novelas A Lei do Amor e Malhação e a série Segredos de Justiça, todas na Globo. Ela precisou raspar a cabeça para um novo trabalho e se sentiu liberta com a mudança radical.
Arianne Botelho se despiu da vaidade para viver Aninha, sua personagem no filme Tudo Bem no Natal que Vem, lançamento da Netflix para o segundo semestre. A atriz não pode detalhar a história, mas a comédia, que também tem no elenco Leandro Hassum, Danielle Winits, Rodrigo Fagundes e Louise Cardoso, tem como objetivo emocionar o público com uma mensagem de esperança.

A equipe de produção do longa-metragem chegou até a produzir uma careca artificial para Arianne, mas atriz avisou que estava decidida a mudar o visual de verdade: "Quando raspei e me vi, eu chorei, mas de emoção. Eu me vi ali, não me perdi por causa do cabelo que foi embora. Eu me achei de verdade. É como se eu tivesse deixado uma parte minha para uma nova Arianne surgir, uma Arianne mulher, atriz".
A atriz ainda procura uma instituição que fabrica perucas para pessoas com câncer para doar seus fios. Um mês após a transformação, a atriz ainda se sente à flor da pele, mas se acostumou com o cabelo curtíssimo e diz que pretende manter o estilo.
"Meu primeiro banho foi muito engraçado, comecei a rir porque a água batia na cabeça, que estava muito sensível. Senti cócegas na careca! Tinha vício de fazer nós no meu cabelo, agora passo a mão na cabeça, porque o cabelo está nascendo e fica espetando, é gostoso", afirma.

"Cabelo não faz a mulher"
A decisão de raspar os cabelos mexeu com as partes física e psicológica da atriz de 26 anos, que passou a usar protetor solar também na cabeça e tem equilibrado a alimentação. Durante o processo de aceitação, ela seguiu blogueiras carecas que a fizeram aguçar seu amor-próprio.
"É como se eu fosse uma plantinha nascendo. É um processo que pode parecer pequeno, mas é muito forte para quem vive. É uma descoberta todos os dias. Estou aprendendo a me cuidar mais, cuidar do corpo, da saúde, tudo por causa de um cabelo raspado. Foi muito simbólico ter acontecido comigo logo na virada desse ano. O padrão do cabelo grande já ficou para trás. Não é isso que faz uma mulher. É o que ela tem por dentro, a personalidade, o que tem a oferecer a si própria", analisa.
A sociedade cobra muito uma estética da gente, um cabelo, grande, bonito e brilhoso, uma maquiagem, um porte. Nós, mulheres, somos muito cobradas para sermos bonitas, para ter a beleza e o corpo ideais. Por mais que estejamos quebrando esses paradigmas, isso ainda é forte dentro de nós. Tenho entrado cada vez mais no movimento feminista, sou uma mulher feminista, e o padrão não tem que existir, porque cada mulher tem sua própria beleza. Essa careca só me deu mais essa confirmação.

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