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De 'Dancin' Days' a 'O Clone': 10 clássicos que vão entrar no Globoplay

Cena da novela Dancin" Days, que entrará no Globoplay - Acervo/Globo
Cena da novela Dancin' Days, que entrará no Globoplay Imagem: Acervo/Globo

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

25/05/2020 12h00

A partir desta segunda-feira (25), o Globoplay começa um projeto de resgate de novelas clássicas, que marcaram época na Globo. A cada duas semanas, será adicionada uma trama, na íntegra, ao catálogo do serviço de streaming. "A Favorita" foi escolhida para iniciar o projeto e já pode ser desfrutada pelos assinantes. Ao todo, já há cerca de 50 títulos em processo de resgate para a plataforma.

Entre as dezenas de novelas, estão alguns clássicos da televisão brasileira. O UOL selecionou algumas das melhores tramas que em breve estarão disponíveis para serem vistas e revistas pelo público, quantas vezes quiser.

"Dancin' Days" (1978)

Sônia Braga e Antonio Fagundes em 'Dancin'Days' - Acervo/Globo - Acervo/Globo
Sônia Braga e Antonio Fagundes em 'Dancin' Days'
Imagem: Acervo/Globo

História de Gilberto Braga baseada em um argumento de Janete Clair, "Dancin' Days" marcou época por conta de sua estética vibrante e de seus personagens icônicos. A novela tratava do embate entre Júlia (Sônia Braga), uma ex-presidiária, e sua irmã, Yolanda (Joana Fomm). As duas disputavam o amor da filha biológica de Júlia, Marisa (Gloria Pires), que ela abandonou ao ser presa.

Vingança e paixões se misturaram em um cenário que jogou luz no clima dançante da época, em uma trama que ficou gravada na memória dos brasileiros e que ainda repercute até hoje. A cena do confronto final das irmãs em uma discoteca é uma das mais conhecidas da teledramaturgia nacional.

"Pai Herói" (1979)

Tony Ramos e Elizabeth Savalla formaram o casal André e Carina na novela "Pai Herói" (1979). O ator estava com 31 anos na época. Na trama, André se envolveu também com Ana Preta (Glória Menezes), moradora do subúrbio carioca e dona de uma casa de samba. Os três formam um triângulo amoroso na novela de Janete Clair - Divulgação/ TV Globo - Divulgação/ TV Globo
Tony Ramos e Elizabeth Savalla formaram o casal André e Carina na novela "Pai Herói" (1979)
Imagem: Divulgação/ TV Globo

Jane Clair é conhecida como uma das maiores autoras de telenovelas brasileiras, e "Pai Herói" é um dos exemplos do porquê deste título. Sucesso de audiência, a trama narrava a trajetória de André Cajarana (Tony Ramos), um jovem criado pelo avô que cresce ouvindo que seu pai é um santo, apesar de ter sido condenado como bandido. Por isso, ele parte para a cidade a fim de tentar inocentar o pai e entender o que provocou sua morte. Essa busca leva seu caminho a cruzar com o de Carina (Elizabeth Savalla), por quem ele se apaixona.

Com uma história desenvolvida em diversas camadas, a trama merece seu lugar como uma clássico

"Guerra dos Sexos" (1983)

Fernanda Montenegro e Paulo Autran em 'Guerra dos Sexos' - Reprodução - Reprodução
Fernanda Montenegro e Paulo Autran em 'Guerra dos Sexos'
Imagem: Reprodução

"Guerra dos Sexos" foi lançada no auge da discussão envolvendo os direitos das mulheres e usou humor para contar a história de Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro), primos que disputavam a herança deixada pelo tio.

A novela de Silvio de Abreu é vista como revolucionária na TV brasileira por ter introduzido a comédia pastelão e debochada nas telenovelas e por ter mostrado que não era necessário só um grande drama para fazer o telespectador se sentar em frente à televisão.

"Roque Santeiro" (1985)

Cena da novela Roque Santeiro (1985) - Reprodução - Reprodução
Lima Duarte e Regina Duarte em 'Roque Santeiro'
Imagem: Reprodução

Poucas pessoas não se lembram de "Roque Santeiro" quando se fala em clássicos da teledramaturgia nacional. A história criada por Dias Gomes e desenvolvida por Aguinaldo Silva contava com alguns dos personagens mais conhecidos das telenovelas, com a figura de Roque (José Wilker), que foi transformado em santo na cidade de Asa Branca após supostamente salvar o local de bandidos.

Anos depois, ele retornava, ameaçando revelar toda farsa e colocando em risco aqueles que se deram bem com seu sumiço, sobretudo Sinhozinho Malta (Lima Duarte) e Viúva Porcina (Regina Duarte), a que foi sem nunca ter sido.

Com humor ácido e um retrato potente da sociedade brasileira, "Roque Santeiro" quebrou recordes de audiência e hoje é referência quando se fala na qualidade e na influência das telenovelas nacionais.

"Vale Tudo" (1988)

Raquel e Maria de Fátima discutem em "Vale Tudo" - Montagem/UOL/Reprodução/TV Globo - Montagem/UOL/Reprodução/TV Globo
Raquel e Maria de Fátima discutem em "Vale Tudo"
Imagem: Montagem/UOL/Reprodução/TV Globo

"Brasil, mostra a sua cara!" Os versos foram eternizados pela música que embalava a abertura da trama de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Basséres. A novela acompanhava a história de Raquel (Regina Duarte), traída pela filha (Gloria Pires), que vendia a casa das duas sem autorização e partia para o Rio de Janeiro em busca de riqueza, enquanto a mãe precisava se reerguer do zero.

Com uma crítica enfática ao jeitinho brasileiro, "Vale Tudo" questionou se valia ser honesto no Brasil, o que fez com que ela despertasse identificação imediata com o público. A novela era permeada por cenas icônicas e criou uma das vilãs mais famosas da história das novelas: Odete Roitman (Beatriz Segall).

"Que Rei Sou Eu?" (1989)

Giulia Gam viveu Aline em "Que Rei Sou Eu?" - Divulgação/Memória Globo - Divulgação/Memória Globo
Giulia Gam como Aline em 'Que Rei Sou Eu?'
Imagem: Divulgação/Memória Globo

Uma das novelas das 19h mas famosas de todos os tempos, "Que Rei Sou Eu? " é mais uma que fazia crítica social, mas, agora, com citações mais diretas ao governo. Em uma paródia da política nacional, a trama girava em torno do reino de Avillan, um Brasil fictício e medieval, com personagens tirados direto dos livros de história e do noticiário.

O humor de Cassiano Gabus Mendes, que escreveu a trama, misturado à originalidade da proposta fizeram "Que Rei Sou Eu?" se destacar e ainda é uma das tramas que mais deixam o público nostálgico.

"Renascer" (1993)

Cena da novela 'Renascer' - Acervo/Globo - Acervo/Globo
Cena da novela 'Renascer'
Imagem: Acervo/Globo

A novela marcou o retorno de Benedito Ruy Barbosa à Globo depois do fenômeno "Pantanal" e mostrava os dramas e as angústias o interior do Brasil. O protagonista, José Inocêncio (Leonardo Vieira/Antono Fagundes), firmava um facão na frente de uma grande árvore e declarava que, enquanto o facão lá estivesse, ele seria imortal. Anos depois, ele se tornava um rico dono de terras, mas acabava colecionando inimigos.

Com altas doses de emoção, "Renascer" firmou o estilo do autor, além de ser considerado um marco na revolução estética na TV brasileira, capitaneado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho.

"Laços de Família" (2000)

Camila Dieckmann em cena de 'Laços de Família' - Reprodução/Globo - Reprodução/Globo
Camila Dieckmann em cena de 'Laços de Família'
Imagem: Reprodução/Globo

"Laços de Família" talvez seja a trama que melhor expressa o universo do autor Manoel Carlos, o que pode explicar seu enorme sucesso. A novela contava a história de Helena (Vera Fischer), uma mulher madura e determinada, que se apaixonava por Edu (Reynaldo Giannecchini), mas o abandonava quando percebia que sua filha, Camila (Carolina Dieckmann), havia se apaixonado pelo mesmo homem.

Marcou o enredo da trama a luta de Camila contra a leucemia, que resultou em uma das cenas mais marcantes da teledramaturgia nacional: quando a personagem, olhando para a câmera, tem os cabelos raspados.

"O Clone" (2001)

O Clone - Divulgação - Divulgação
Murilo Benício e Giovanna Antonelli em 'O Clone'
Imagem: Divulgação

Gloria Perez criou uma trama ousada ao decidir falar sobre clonagem humana. Talvez por isso a novela tenha tido tanto êxito, já que o tema era novidade para a dramaturgia nacional. A história misturou a cultura muçulmana ao tema da clonagem, representada na figura de Léo (Murilo Benício), clone de Diogo, que morreu em um acidente de helicóptero. O enredo cativou o público com sua mistura de ciência, religiosidade e misticismo.

A quantidade infindável de bordões que saiu da novela também ajudou. "Inshalá, muito ouro." "Cada mergulho é um flash." "Não é brinquedo não." E por aí vai.

"Mulheres Apaixonadas" (2003)

Dan Stulbach e Helena Ranaldi em imagem de Mulheres Apaixonadas - Reproudção/Instagram - Reproudção/Instagram
Dan Stulbach e Helena Ranaldi em cena de Mulheres Apaixonadas
Imagem: Reproudção/Instagram

Outro clássico de Manoel Carlos, "Mulheres Apaixonadas" se destacou por suas muitas tramas, todas tratando de problemas e questões sociais reais, como alcoolismo, homossexualidade, paixões obsessivas e violências contra as mulheres. O impacto da novela foi tão grande que ela, inclusive, influenciou decisões legislativas na época de sua exibição, como a trama de Dóris (Regiane Alvez), que maltratava os avós e fez com novas medidas de proteção para os idosos fossem discutidas.

Uma das histórias mais marcantes era a da professora Raquel (Helena Ranaldi), agredida pelo ex-marido, Marcos (Dan Stulbach), com uma raquete, o que trouxe à luz o drama da violência doméstica.

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