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Henrique Fogaça sobre demissão de 200 funcionários: "Não se desesperem"

Felipe Pinheiro

Do UOL, em São Paulo

05/06/2020 14h45

Depois de anunciar a demissão de 200 funcionários, Henrique Fogaça gravou um vídeo, enviado ao UOL, dizendo para as pessoas não se desesperarem. Entretanto, ele não deixou claro sobre o que fará para tranquilizá-las e afirmou que "tudo vai se arrumar aos poucos".

O chef havia feito o anúncio das demissões, além do fechamento de um de seus restaurantes no Rio de Janeiro, ao participar do canal de José Luiz Datena, no YouTube.

"Os nossos restaurantes já estão fechados. Foi um desabafo meu porque está todo mundo muito tenso. Gente sem trabalhar. Gostaria de falar para vocês que estamos esperando as autoridades falarem, 'abram tal dia', para voltarmos a trabalhar. E ver como vai ser a formatação da volta ao trabalho com o shopping. Não se desesperem. Tudo vai se arrumar aos poucos. Foi uma forma de desabafo e um pouco de raiva de tudo o que estamos vivendo. Todo mundo tem o mesmo sentimento. Fiquem tranquilos", esclareceu o o jurado do "MasterChef Brasil".

Por meio de sua assessoria de imprensa, ele explicou que fez uma redução no quadro de funcionários efetivos, considerando a reabertura do restaurante com a flexibilização da quarentena.

"Quando voltar a funcionar, obviamente terão menos pessoas trabalhando nos restaurantes, até pelas normas sanitárias. Os restaurantes terão que ter espaçamento de mesas, redução de lugares e a recontratação vai ser na medida que cresçam as necessidades", informou a assessoria do chef.

O estabelecimento ao qual Fogaça se refere que fechou as portas fica no Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca.

"Um mês você segura; dois meses você vai pro buraco", afirmou o jurado do Masterchef, da Band, no bate-papo com Datena. Além disso, ele também contou que precisou demitir 200 funcionários dos três estabelecimentos pertencentes a ele — Fogaça ainda tem mais dois restaurantes em São Paulo.

Assista à entrevista para Datena

Prejuízo de R$ 500 mil

O prejuízo estimado por ele por conta do fechamento dos bares e restaurantes é de R$ 500 mil.

"Só nesses quatro meses, estamos com meio milhão de prejuízo. É complicado: o shopping é tipo um sócio seu, participa com 8% de faturamento do grupo, tem que pagar ajuda de fundo, etc. Shopping explora e suga tudo", explicou.

A esperança de Fogaça é a possível reabertura dos restaurantes paulistanos no próximo dia 15. "Vão ter mesas com distanciamento. Tenho 100 lugares, vou abrigar 50 pessoas. Será uma nova forma de trabalho", pontuou.

Em março, Fogaça surgiu no Instagram vestindo uma máscara de gás e falando em "terceira guerra mundial", ao pedir para as pessoas ficarem dentro de casa, ajudando a desacelerar o surto da doença. "Estamos vivendo a 3ª Guerra mundial 'silenciosa' de mãos atadas, onde nosso inimigo é invisível e as armas letais são o contato, o beijo e o abraço", descreveu ele na época.

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