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Serginho Groisman fala sobre rotina em casa e os 20 anos do 'Altas Horas'

Serginho Groisman no "Altas Horas" - Divulgação/Globo
Serginho Groisman no 'Altas Horas' Imagem: Divulgação/Globo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/07/2020 18h34

Serginho Groisman foi o convidado da live promovida pelo "Gshow" apresentada por Paula Oliveira. Durante o bate-papo, o apresentador do "Altas Horas" falou sobre sua rotina durante a quarentena ao lado da esposa Fernanda Molina e o filho Thomas, além de abordar questões relacionadas a fake news e também sobre os 20 anos de seu programa na Globo.

O apresentador começou explicando como tem passado o período de isolamento social, causado pela pandemia do novo coronavírus. Ele passou seu aniversário de 70 anos, comemorado na semana passada, dentro de casa ao lado da família.

"Esse é o terceiro aniversário que a gente passa juntos. Primeiro da Fernanda, em maio, depois o Thomas e agora eu. Foram diferentes, mas foi muito bom. Com a tecnologia, todo mundo conversa com todo mundo", ponderou.

Serginho explicou que, para Thomas, a preparação foi maior. "Para o pequeno, a gente fez uma cenografia das coisas que ele curte, foi diferente, mas foi legal, fizemos os rituais do aniversário com bolo, brigadeiro, presente e amigos à distância. Minha maior preocupação é sempre o pequeno com o entendimento do que está acontecendo. Ele entende que tem uma febre mundial que impede a gente sair", disse.

Ele também revelou que, apesar da pandemia, tem gostado de passar os dias ao lado do filho, de 5 anos. "Tem esse lado bom, é bom para a gente, para os pais. A gente tenta na educação online fazer um foco, porque não é aquela regra de acordar e ir para escola, encontrar os amigos, ter uma divisão de tarefas, ter o 'não'. Aqui ele quase só recebe 'sim'. Tem coisas boas, estamos entrando na sintonia que ele tem de alegria, de amor e viver isso", frisou.

20 anos de "Altas Horas"

Neste ano, o "Altas Horas" completa 20 anos de existência na grade da Globo. Desde o começo do mês, Serginho tem feito entrevistas à distância para completar programas especiais para marcar a data, já que as gravações em estúdio estão paralisadas desde março.

Segundo ele, não foi difícil selecionar os grandes destaques das duas décadas de programa, já que sua equipe fez um grande levantamento de tudo que aconteceu no palco.

"Nos programamos para cada programa o telespectador reviver um momento do programa. Na parte musical, temos um dos programas mais ricos da televisão. O programa foi desenhado no começo do ano para ter curiosidades do programa", comentou.

O apresentador destacou que passou a fazer algumas mudanças nos programas que estão indo ao ar durante a pandemia. "Comecei a pensar em ter algumas interferências nas reapresentações. É muito difícil fazer o inédito total, porque tem a edição remota. Estamos vendo qual caminho podemos seguir entre reapresentações e inéditos. O Altas Horas sempre teve também uma coisa ligada ao jornalismo e isso faz muita falta", relatou.

Um balanço da carreira

Sobre sua carreira na TV, Serginho disse que sempre se aproximou do público jovem com naturalidade, "sem forçar". Para ele, aprender as gírias do momento foi algo natural.

"Primeiro é não achar que tenho a idade deles, não querer sair atrás das gírias para ficar igual. É uma atitude de jornalista que tenho. Na carreira, o que apareceu como consequência recorrente é falar com jovem e isso começou a me alimentar. Adoro ter uma plateia constituída por jovens, em nenhum momento quero achar que tenho uma conexão direta com ele", afirmou.

Ele prosseguiu: "Não faço programa voltado para a plateia, é um programa voltado para pessoas de variadas idades, que fala de política, intransigências, mostrando músicas diferentes, por isso que é esse mistureba entre o popular e o que não é tão conhecido, mas que, no meu ponto de visto, merece ser. Não é à toa que lancei muitas bandas: Skank, Chico Science, Charlie Brown Jr.", orgulhou-se.

Ao fazer um balanço de seus 20 anos à frente do "Altas Horas", Serginho foi honesto. "Dirijo e apresento o programa. Existe comigo uma produção muito grande, o que me motiva muito é todo dia ir trabalhar, coordenar essa equipe, estar por dentro de tudo: qual é a plateia, quais são as músicas, como está o grafismo, o áudio, o comercial, meu envolvimento geral. Me dá muito prazer", reforçou.

"O resultado do que o espectador acha, a gentileza que trato as pessoas que estão lá, o carinho, gentileza gera gentileza. A motivação é sempre essa. O desafio de ter uma mesma estrutura é recriar coisas novas, deixar as pessoas falarem e estar bem informado. Não consigo ver um jornalista no comando de um programa sem estar bem informado."

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