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Leandro Narloch: 'Pensei em pagar outdoor em frente a movimento LGBT'

Leandro Narloch em entrevista ao "Pânico" - Reprodução
Leandro Narloch em entrevista ao "Pânico" Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/07/2020 15h49

A polêmica saída de Leandro Narloch do time de comentaristas da CNN Brasil, devido a falas consideradas homofóbicas, ainda repercute. Em entrevista hoje ao "Programa Pânico", da Rádio Jovem Pan, o jornalista disse que pensou em provocar grupos representativos do público LGBTQI+ por terem forçado sua demissão da TV: "Pensei em pegar a multa de rescisão de contrato com a CNN e pagar um outdoor, em frente a um movimento LGBT, escrito bem grande 'Opção Sexual'. Mas pensei que era melhor não, era melhor abaixar esse assunto, já deu", comentou.

O jornalista disse ainda que a emissora não deu a ele a chance de se posicionar acerca dos comentários que foram considerados homofóbicos: "A CNN é um bom projeto. Acho que eles poderiam ter dado a oportunidade para eu me explicar, para eu sair disso. Mas não estou lamentando a perda do trabalho, tenho muitas outras coisas a fazer", disparou.

Leandro, no entanto, disse que não culpa a emissora por sua demissão, já que ela foi o efeito de uma influência de grupos sociais que não gostaram de sua fala: "Os diretores da emissora são bombeiros que apagam incêndio o dia todo. Essa minha crise foi uma entre tantas outras que os caras têm. O problema todo foi a pressão. Teve uma pressão do movimento gay, da comunidade, foi enorme. A empresa acaba cedendo à pressão".

Mais uma vez, ele falou que foi mal interpretado e que não foi homofóbico ao expor a opinião de que gays têm maior probabilidade de terem Aids e que eles possuem um comportamento promíscuo.

"Meu comentário foi um pouco confuso, eu poderia ter melhorado, ter falado de forma mais precisa. Eu falei que eram 'promíscuos', em vez de falar sobre 'comportamento de risco'. Também teve a questão de eu falar 'opção sexual' e eles defenderem o termo 'orientação sexual'. Mas eu não tinha notado como as pessoas estão com pedras na mão. [...] Hoje acontece uma censura com termos que não são preconceituosos, mas que só discordam de algumas minorias", concluiu.