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Modelo da Playboy é obrigada a cobrir os seios para não ser expulsa de voo

Eve viajava com o filho de 7 anos, e diz ter se sentido "humilhada" pela Southwest Airlines - Reprodução
Eve viajava com o filho de 7 anos, e diz ter se sentido "humilhada" pela Southwest Airlines Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/11/2020 09h49

Uma modelo da Playboy diz ter se sentido "humilhada" após ser forçada a cobrir o corpo para pegar um voo, na quinta-feira (29), nos Estados Unidos. Eve J Marie viajava com o filho de 7 anos, pela companhia aérea Southwest Airlines, e conta que teve de cobrir os seios com um suéter emprestado por uma comissária de bordo, para não ser expulsa do avião.

A modelo e influenciadora detalhou o acontecido em um vídeo compartilhado nas redes sociais, dizendo que ela estava particularmente chateada por ser uma passageira frequente que gasta US$ 90 mil (cerca de R$ 516 mil) por ano com a companhia aérea.

"Acabei de pousar e estou muito irritada. Estou tentando não deixar isso estragar meu dia", explicou a modelo, que revelou ter se indignado mais ainda pelo caso ter acontecido no segundo voo que ela pegava no mesmo dia com a companhia aérea. "É realmente decepcionante quando você é discriminado devido a sua roupa", completou.

Eve é uma "cliente fiel" da Southwest Airlines, tanto que tem um passe que permite um acompanhantes gratuito nos voos que ela pega. A modelo disse ao jornal inglês The Sun que se sentiu "como se as outras mulheres no avião estivessem me julgando com base no meu traje e dizendo que meus seios são muito grandes".

Ela vestia um top com estampa de leopardo - combinando com sua máscara - e teve que cobrir os seios com um suéter emprestado por uma comissária de bordo, que "se desculpava" pelas normas de vestimenta da empresa.

Após o pouso, Eve diz que entrou em contato com a sede da Southwest, que se desculpou pelo caso e ofereceu um crédito de US$ 100 na companhia como compensação pela ocorrência. A modelo negou a proposta e afirmou que não era o "suficiente para a humilhação e a discriminação" que sofreu.

Eve disse que deseja um pedido de desculpas público, que os responsáveis sejam responsabilizados, um melhor treinamento de diversificação e uma política de código de vestimenta claro e justo que seja aplicado em todos os voos da companhia.

Como outras companhias aéreas dos EUA, a Southwest tem uma cláusula em suas "Condições de Transporte" referente ao vestuário dos passageiros. Em um item do termo, a empresa explica que "envolver-se em comportamento indecente, obsceno ou claramente ofensivo, incluindo o uso de roupas indecentes, obscenas ou claramente ofensivas" é um motivo para ser retirado do voo, mas não especifica quais seriam as roupas ou comportamentos que provocariam a retirada do local.

O caso de Eve é o segundo, em menos de um mês, envolvendo a mesma companhia aérea. No dia 6 de outubro, uma passageira Southwest Airlines passou pelo mesmo constrangimento que Eve por não seguir o "código da companhia" e teve de pegar uma camiseta emprestada do capitão da aeronave. Na ocasião, um funcionário disse a mulher que os seios dela eram "indecentes, obscenos e ofensivos".