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Ludmilla rebate crítica por projeto de rap: 'Enfiem o preconceito no bolso'

Ludmilla condenou haters por atacá-la em vez de questionarem o porque ela foi única mulher no Poesia Acústica 10  - Reprodução/Twitter/@ludmilla
Ludmilla condenou haters por atacá-la em vez de questionarem o porque ela foi única mulher no Poesia Acústica 10 Imagem: Reprodução/Twitter/@ludmilla

Colaboração para o UOL, em São Paulo

17/11/2020 12h03Atualizada em 17/11/2020 12h21

Ludmilla desabafou na manhã de hoje sobre as críticas que vem recebendo por sua participação no "Poesia Acústica #10", projeto musical conhecido por reunir figuras do rap.

Na nova edição, a funkeira se uniu a Mc Cabelinho, Orochi, JayA Luuck, PK, Black, BK' e Delacruz para cantar uma parte da faixa "Recomeçar". Mas sua presença no projeto virou alvo de ataques depois de um post com uma foto dos bastidores da gravação, sob acusações de ela ser "conhecida demais" e tirar a chance de uma figura feminina mais nova.

Em seus stories no Instagram, Ludmilla, que já se aventurou fora do funk no EP de pagode "Numanice", questionou os comentários, afirmando que seus haters deveriam perguntar o porque ela é a única melhor entre vários homens, indicando um preconceito seletivo nas críticas que vem recebendo.

"Gente, desde quando eu aceitei o convite do Poesia Acústica 10, eu venho sendo muito atacada na internet só porque eu aceitei um convite. E aí ontem foi o dia da gravação do clipe e aí a gente tirou uma foto, e nessa foto eu tô recebendo muito, muito ataque, isso sem a minha participação ter saído. Eu tô sendo atacada demais, xingada demais, só por estar sentada ali", desabafou a cantora carioca nos stories do Instagram.

"E o que mais me chama atenção é que a maioria que tá me atacando é mulher. E as mulheres tão me atacando da seguinte forma e com a seguinte pergunta: Por que não botaram outra menina no lugar da Ludmilla, porque a Ludmilla já é muito famosa, a Ludmilla já tem muita visibilidade. Sendo que eu tô sentada no meio de um bando de homem. Vocês tão fazendo a pergunta errada, gente, a pergunta que vocês deveriam estar fazendo é: Por que só tem eu de mulher ali, porque todo Poesia só tem uma mulher?", defendeu ela.

Ludmilla ainda pediu às pessoas que criticaram sua participação que esperem a divulgação da música, no próximo dia 27, para julgarem seu trabalho no projeto de rap, em atividade desde 2018.

A funkeira, que na última semana lançou a faixa "Rainha da Favela", afirmou que "irá calar a boca de muita gente" e voltou a mencionar o ataque em massa de mulheres, afirmando que elas estão "militando" de maneira errada.

"Eu gosto de mostrar na prática, porque eu não tô nessa vida a passeio, entendeu? Eu não tô nessa terra aqui só pra ir pra praia curtir e fazer festa, eu tô aqui pra fazer a diferença, então dia 27 tá chegando e eu vou calar a boca de muita gente no Poesia Acústica. Depois que sair aí você fala se você gostou ou não, mas por enquanto enfia seu preconceito dentro do seu bolso e espera a música sair, tá? E mulheres, aprendam a militar certo, tá bom? Por que a pergunta não é 'porque só tem uma mulher sempre no Poesia Acústica'? As mulheres têm que ter lugar em tudo quanto é lugar, no escritório, é em tudo quanto é lugar. Inclusive, no final da minha participação eu faço esse protesto, então aguardem o lançamento", completou.

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