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Médico que atendeu Diana teve oferta para vender sapato sujos de sangue

Princesa Diana - Tim Graham Photo Library via Getty Images
Princesa Diana Imagem: Tim Graham Photo Library via Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/06/2021 08h45

MonSef Dahman, um dos cirurgiões responsáveis pela atendimento à princesa Diana na noite em que ela sofreu um acidente e morreu, falou a um jornal pela primeira vez, quase 24 anos após o ocorrido.

Ele revelou que, após o incidente, pessoas passaram a se infiltrar no hospital público Pitié-Salpêtrière, em Paris, na França, como parte da equipe médica.

"Vimos pessoas se disfarçando [de equipe médica], empurrando carrinhos, tentando obter informações", contou ao "Daily Mail". Houve uma situação em específico que ele diz nunca ter esquecido.

Como de praxe, Dahman estava inteiramente vestido de branco quando atendeu a princesa, incluindo os seus sapatos, que acabaram manchados com o sangue de Diana.

"Obviamente, nessa situação você não presta atenção em nada além de tentar salvar o paciente. Só na manhã seguinte percebi que meus sapatos estavam manchados de sangue", disse o médico.

O hospital é muito grande e eu estava andando entre prédios, quando um francês se aproximou de mim e disse: 'Tenho interesse em seus sapatos. Eu quero comprá-los. Eles têm sangue real'.

Horrorizado com a proposta, Dahman se afastou e procurou limpar os sapatos o mais rápido possível. "Fim de história", disse.

Luta para salvar a vida da princesa

Ainda na entrevista, o médico ressaltou que foi feito tudo que era possível para salvar a vida de Diana naquele 31 de agosto de 1997.

Apesar de o rasgo na veia pulmonar superior de Diana ter sido suturado, o coração da princesa não voltou a bater.

"Lutamos muito, tentamos muito. Quando você está trabalhando em condições como aquela, você não percebe a passagem do tempo", disse Dahman. "A única coisa importante era fazer tudo o que fosse possível por ela", complementa.

Segundo o "Daily Mail", uma das razões para Dahman se pronunciar apenas agora é para rechaçar as teorias da conspiração de que a equipe médica do hospital estava envolvida em uma suposta trama de assassinato da princesa.