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Maria Beltrão detona fake news: 'Tão danosas quanto o coronavírus'

Maria Beltrão se lançou como escritora em "O Amor Não se Isola" - Reprodução/Globoplay
Maria Beltrão se lançou como escritora em "O Amor Não se Isola" Imagem: Reprodução/Globoplay

Colaboração para o UOL, de Londrina

04/10/2021 13h49

Jornalista, apresentadora, mãe, esposa e agora também escritora. Entre tantas facetas que já costuma exercer em sua rotina, Maria Beltrão descobriu em meio à pandemia do coronavírus uma forma a mais de expressar aquilo que pensa, vivencia e acredita.

Desse processo tão particular e, ao mesmo tempo, tão compartilhado nasceu "O Amor Não se Isola", livro de estreia da âncora da GloboNews que, neste mês de outubro, completa um ano de seu lançamento.

A obra nasceu quase por acaso, a partir de um exercício criativo proposto à família pelo marido de Beltrão, o advogado Luciano Saldanha Coelho, baseado numa premissa da escritora norte-americana Julia Cameron.

" A missão era a seguinte: toda manhã tínhamos que escrever três páginas sobre qualquer assunto. Eu comecei a usar essa dinâmica como catarse, para desbloquear minha mente e colocar no papel os pensamentos mais aleatórios", relata Maria, 50 anos

"Um dia, mostrei para uma amiga o que havia escrito sobre o João Ubaldo Ribeiro e falei que este era apenas um dos meus textos que havia produzido. Ela leu, gostou e me disse que esse material poderia render um bom livro. Mostrei depois para o Octavio Guedes - grande jornalista e amigo maior ainda - e ele também adorou, achou apropriado o meu tom confessional, mas sem ser autocentrado. Levei a uma editora e o material acabou saindo quase sem alterações", revela, em entrevista ao portal 29 Horas.

O título da obra, extraído de uma das crônicas que conformam suas 128 páginas da obra, obedece a uma reflexão de Beltrão sobre o afeto em tempos de isolamento social.

Durante a pandemia, notei que o confinamento distanciava fisicamente as pessoas, mas a verdade é que o amor é muito maior do que essas imposições da quarentena. Ele se adapta e dribla esses obstáculos, essas dificuldades. A gente segue sempre se relacionando com quem a gente ama via Zoom, pelo Whats ou por outros vários meios. Não há confinamento capaz de deter a força do amor.

A forma de encarar o próprio ofício, aliás, também se modificou para Maria em meio à preocupação geral com a covid 19.

"Passei a valorizar ainda mais a minha profissão. Tínhamos um trabalho muito importante a fazer. Ainda mais nesse mundo tomado por fake news, que são um mal tão danoso quanto o coronavírus. É um trabalho insano combatê-las, mas essa é a nossa tarefa: corrigir, esclarecer, explicar, passar a informação correta. Nosso compromisso é com a verdade, com os fatos, com a ciência", orgulha-se.

Com essa questão mundial parecendo finalmente encaminhar-se a uma resolução, o momento para Beltrão - e para todos nós - é de esperança. Assim como muitos, ela também anseia para que o 'novo normal' se torne desnecessário em seu dia a dia.

"Eu não vejo a hora de deixar para trás de uma vez por todas essas restrições, todo esse distanciamento social. Não sei viver sem tocar, pegar e apertar. Eu não sou do abraço, eu sou do amasso! Comigo é na base do beijo, comigo é na base do amor?", brinca, citando versos de Ivete Sangalo.