PUBLICIDADE
Topo

Paulo Coelho compara Bolsonaro com criança 'armada' a membro do Talibã

Paulo Coelho comparou foto de Jair Bolsonaro com criança segurando réplica de fuzil ao Talibã - Reprodução: Twitter
Paulo Coelho comparou foto de Jair Bolsonaro com criança segurando réplica de fuzil ao Talibã Imagem: Reprodução: Twitter

Colaboração para o UOL

04/10/2021 13h45

O escritor Paulo Coelho, de 74 anos, comparou uma imagem em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) surge com uma criança no colo segurando a réplica de um fuzil de brinquedo a um membro do Talibã que também aparece em foto com um menino e uma arma.

Em seu perfil no Twitter, Paulo Coelho postou as fotos do político brasileiro e do integrante do grupo extremista, mas não escreveu nada na legenda.

Na semana passada, durante um evento em Minas Gerais, Jair Bolsonaro pegou uma criança que segurava uma réplica de um fuzil e a colocou sobre os ombros.

Esse episódio não foi o primeiro em que o mandatário polemizou por induzir crianças a se tornarem adeptas desse tipo de brinquedo. Em 2018, durante a campanha presidencial, ele chegou a posar ao lado de um garoto fazendo gesto de revólver com a mão. No entanto, a imagem mais recente do agora presidente ao lado de criança com réplica de arma foi repudiada pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Para a entidade, "arma não é brinquedo".

"Não é por acaso que a cada 60 minutos uma criança ou adolescente morre em decorrência de ferimentos por arma de fogo no Brasil," disse a SBP em nota. A entidade ressaltou, ainda, o fato de que esse tipo de brinquedo tem efeito negativo por afetar a construção do caráter da criança enquanto cidadão do futuro.

O episódio protagonizado por Jair Bolsonaro em Minas Gerais também motivou uma denuncia contra o presidente apresentada por cerca de 80 ativistas pelos Direitos Humanos, que levaram o caso ao Comitê dos Direitos das Crianças da ONU (Organização das Nações Unidas).

Na denuncia, os ativistas apontaram violação de direitos humanos devido ao fato de o político fazer uso de crianças "para estimular a política de armamento" no Brasil, e dizem haver uma violação do artigo 227 da Constituição Federal, o artigo 4º do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), além dos artigos 3º e 16º da Convenção sobre Direitos das Crianças, que tem o Brasil como signatário.