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Claude Troisgros admite ver 'MasterChef': 'Para entender o concorrente'

Claude Troisgros diz assistir também ao "Top Chef", da Record, e ao "Que Seja Doce", do GNT, mas prefere Jamie Oliver - Divulgação/TV Globo
Claude Troisgros diz assistir também ao "Top Chef", da Record, e ao "Que Seja Doce", do GNT, mas prefere Jamie Oliver Imagem: Divulgação/TV Globo
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

22/07/2020 07h00

Resumo da notícia

  • Apresentador comanda a final ao vivo da segunda temporada do "Mestre do Sabor" nesta quinta-feira (23)
  • Chef não se esquiva ao responder críticas sobre pouca participação de Batista no programa
  • Globo garante mais uma temporada do reality gastronômico para o ano que vem

Prestes a encerrar mais uma edição do "Mestre do Sabor" nesta quinta-feira (23), Claude Troisgros tem garantida pela Globo a produção de mais uma temporada do reality show gastronômico no ano que vem. Empolgada com os índices de audiência, a emissora pretende estrear em abril uma nova leva de episódios inéditos do programa.

No desfecho da atual edição, o vencedor será anunciado ao vivo, em uma final sem plateia e cercada de cuidados por causa da pandemia, como o uso de câmeras robôs. Claude conversou com a coluna sobre a expectativa para a final e esclareceu um ponto polêmico: a razão pela qual Batista não tem tanto tempo de fala no programa. "Somos dois apresentadores em um programa só, mas ele sabe que me apoia, que é meu braço direito, que me ajuda nos momentos mais complexos. Ele é minha escada, vamos dizer. E ele sabe disso. Se poderia falar mais? Depende dele", afirma o chef, que também admite assistir aos realities gastronômicos de outras emissoras.

Qual o maior desafio de gravar o "Mestre do Sabor"?
Tem muitos! Queremos fazer um programa bonito, colorido, com a valorização do pequeno produtor, do produto brasileiro, da cozinha, do chef de cozinha... Tudo de uma maneira muito verdadeira. A gente quer passar verdade num programa gravado e editado. É um desafio que está sendo muito bem realizado pela equipe de produção que é incrível, com mestres competentes e cozinheiros de primeira linha. E eu não vou falar sobre os apresentadores (risos).

No que você acha que a segunda temporada supera a primeira? Em números isso já aconteceu.
Realmente, em números nós vimos que a segunda temporada superou a primeira e ficamos muito felizes com isso. Mas, antes disso, superou em qualidade de produção. Na primeira, todo mundo está tentando se achar. Na segunda, todo mundo já sabe como é o programa, tem uma melhora geral. Na apresentação, na divulgação, na maneira de ser produzida e filmada. E mais: os competidores também entram no programa sabendo como funciona, eles viram a primeira temporada, então sabem um pouco do que vai acontecer. A linha de chefs que concorrem no Mestre do Sabor é muito forte.

Por que você acha que o Brasil tem tanto interesse em realities de gastronomia?
A gente está sentindo esse interesse pela gastronomia, pela televisão gastronômica, já de alguns anos para cá. Os realities realmente pegaram. A gente sente realmente um interesse pelo reality show gastronômico, principalmente na quarentena, pelo que ele traz de diversão. Pegamos um público que não é só ligado à culinária, mas pessoas que querem se divertir, querem atenção, emoção. É uma boa peça de teatro falando de gastronomia.

Como é sua relação com o Batista fora do ar? Tem gente que acha que ele deveria falar mais durante o programa. Como você avalia esses pedidos?
Tenho uma relação com Batista de 40 anos. De trabalho, mas principalmente de confiança e amizade. Fora do ar a gente se vê diariamente seja na cozinha dos restaurantes ou almoçando em casa, com a família. É muita confiança entre nós dois. Eu acho que o Batista tem seu lugar. Somos dois apresentadores em um programa só, mas ele sabe que me apoia, que é meu braço direito, que me ajuda nos momentos mais complexos. Ele é minha escada, vamos dizer. E ele sabe disso. Se poderia falar mais? Depende dele. Depende mais da sinergia que está rolando naquele momento.

Você acha que o "Mestre do Sabor" faria sucesso na França, de onde você vem? Consegue imaginar como seria?
Eu acho que sim. É um programa muito bem feito, é dinâmico, valoriza os produtos nacionais, diverte as pessoas, tem emoção, competição. Ele funcionaria em qualquer lugar do mundo, não só na França. Não consigo imaginar como seria, mas acho que seria um grande sucesso pelo fato de ser um programa incrível, pelo fato do nome Troisgros, da minha família, ser muito forte na França e a gente sabe que, obviamente, teria que fazer um programa traduzido ou então um programa em francês. (risos)

Quais os planos para depois desta temporada e como tem se protegido da pandemia? Você teve seus negócios afetados?
Os planos para depois da temporada, que está acabado agora, são fazer a terceira temporada (risos). Eu tenho me protegido da pandemia, estou dentro de casa há quatro meses como todo mundo. Agora, neste momento, estamos reabrindo devagarzinho os restaurantes. Já temos reaberto o Chez Claude do Rio de Janeiro, CT Boucherie do Leblon, da Dias Ferreira, e, no fim do mês, abriremos o Le Blond só no jantar. E lançamos o Do Batista só delivery, no Leblon, Jardim Botânico e Barra da Tijuca, que foi aberto semana passada. É um delivery de comidas simples, picadinho, feijoada, galinhada, penne. Abrimos também o delivery Do Batista em São Paulo. Depois, quando a pandemia passar, investiremos no delivery e na reabertura dos restaurantes de maneira saudável, respeitando o que tem que ser respeitado.

Você assiste o "MasterChef" ou outros realities de gastronomia como "Top Chef" e "Que Seja Doce"? Você gosta do que vê? Qual seu favorito?
O Que Seja Doce eu assisto há muito tempo por conta do meu grande amigo Felipe Bronze, que está no ar também há muito tempo. O "Top Chef" começou agora a segunda temporada com dois amigos também: o Felipe e o Emanuel Bassoleil, que comandou a cozinha do meu restaurante nos anos 1990, o Roanne, em São Paulo. E o "Masterchef" também assisto. Assisto todos eles também para entender os programas concorrentes. Mas o que eu gosto mesmo de assistir é o Jamie Oliver. O rei realmente da gastronomia, talvez um dos primeiros chefs que fez gastronomia na TV. Ele é meu favorito e eu gosto muito dos seus programas.

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