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Leo Dias


Ludmilla é a única mulher a fazer parte de playlist de pagode do Spotify

Ludmilla em festa pré-Grammy - Divulgação
Ludmilla em festa pré-Grammy Imagem: Divulgação
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

18/03/2020 12h40

Lançada ontem no Spotify, a música "A Boba Fui Eu", em versão pagode, já está na playlist do ritmo musical do Spotify. Lud é a única mulher da lista que reúne "as novidades e os sucessos dos grandes nomes do pagode da atualidade".

Aliás, ouvir Ludmilla cantar pagode foi o fato mais surpreendente de 2020 na música popular brasileira. Muito provavelmente sem pensar, Lud se reinventou. E mais: Ludmilla entrou em um mercado dominado por homens, assim como era a música sertaneja até meados da última década.

A entrada de Ludmilla no pagode não significa que ela vá gravar outros trabalhos desse ritmo. A ligação de Lud com o pagode é real e espontânea. Ela foi criada em Duque de Caxias e samba e pagode sempre embalaram as festas de sua família.

Mas ainda há uma outra questão muito clara; a carreira de uma funkeira tem "prazo de validade". O funk está diretamente ligado à sensualidade e à juventude.

Assim como Anitta já falou que não vai envelhecer cantando funk, Ludmilla não deve ficar rebolando nos palcos com mais de 30 anos.

Essa "estratégia" de Ludmilla de conquistar um novo mercado é brilhante. Ludmilla entendeu perfeitamente que na arte a reinvenção é necessária. Não da para ficar fazendo a mesma música a vida inteira, ainda mais funk, que muitas vezes limita-se ao "senta, quica e rebola".

Resumo: Ludmilla já criou um maravilhoso plano B para sua carreira. E enquanto o funk é um ritmo cantado majoritariamente por jovens, o samba e o pagode não tem essa de idade. É mais uma questão de DNA.

Leo Dias