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Leo Dias


'A internet nos mantém de pé', diz o maior empresário de funk do Brasil

Rodrigo Oliveira, maior empresário de funk do país - Arquivo pessoal
Rodrigo Oliveira, maior empresário de funk do país Imagem: Arquivo pessoal
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

28/03/2020 08h00

Imagine o que representa para uma empresa que, diariamente, vê entrar em sua conta R$ 400 mil referentes a show, de repente, do dia pra noite, tudo para. Zera. Pois foi isso que aconteceu com a GR6, o maior escritório funk do Brasil, responsável pelas carreias de nomes como Livinho, G15, Don Juan, Mirella, e muitos outros.

"São cerca de 150 artistas vendáveis", conta Rodrigo Oliveira, de 33 anos, dono da empresa, que faz 600 shows por semana. "Alguns artistas chegam a fazer cinco shows em um dia".

A GR6 é, de fato, uma gigante do funk. Além de gerenciar a carreira, eles montam as estruturas da maioria doa bailes de São Paulo. São 1.300 funcionários diretos que trabalham na sede da empresa, em Santana, na zona norte de São Paulo. Mas a suspensão dos shows já fez com que Rodrigo precisasse dispensar alguns.

"Foram cerca de 30 a 40. E espero parar por aí", diz.

Mesmo sem previsão de retorno dos shows, o pernambucano que se mudou para São Paulo em 1995 e morava em um porão há dez anos, tem o alento do dinheiro que ganha graças à internet.

"O Youtube e as plataformas digitais é que estão nos mantendo neste momento", conta.

Realmente, os funkeiros gerenciados por Rodrigo são um fenômeno na web. Só o canal do Youtube da GR6 tem 30 milhões de fiéis seguidores. E o faturamento no Spotify de artistas como Livinho gira em torno de R$ 200 mil por mês.

Sem ter noção exata de quando voltam os shows, Rodrigo diz ter certeza de que, quando tudo isso passar, encontrará artistas diferentes, mais conscientes do valor do dinheiro.

"Eles gastam muito, às vezes, por conta da origem simples, mas é tudo exagerado. Agora, tenho certeza que eles vão agir diferente com o dinheiro", profetiza.

Mesmo 2020 já seja considerado como "um ano perdido", Rodrigo espera manter a data do grande evento do escritório, o "Baile do poderoso", marcado para dia 18 de outubro, no Anhembi. "No ano passado, reunimos 40 mil pessoas. Já tive que derrubar a edição de Salvador e de Recife. A de São Paulo, eu espero manter", finaliza.

Leo Dias