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Leo Dias


Leo Dias

Indústria da música quase dobrará de tamanho em 10 anos, prevê banco

Goldman Sachs - Reprodução
Goldman Sachs Imagem: Reprodução
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

23/05/2020 17h04

A Goldman Sachs, grupo financeiro de Nova York, é uma das principais empresas do mundo em gestão de valores e investimentos. E em um estudo publicado na última semana eles anunciam que as receitas globais da música em 2020 cairão em cerca de 25%. Eles analisam que a questão da "música ao vivo" será severamente atingida este ano por conta da pandemia, e isso já é uma realidade em todo o país. A queda na receita, segundo cálculos do grupo, levarão a uma queda de 75% na receita deste ano.

Mas as perspectivas para a música são bem positivas a partir do ano que vem. O grupo sinaliza para um crescente crescimento no mercado de streamings, um aumento na demanda de conteúdo e eventos ao vivo e novas oportunidades de licenciamento.

Sendo assim, a Goldman Sachs projetou valores de até 142 bilhões de dólares de crescimento da música em uma década, o que significa um aumento de 84% em relação a 2019.

A Goldman anuncia, de uma maneira geral, que esta pandemia gerará a maior crise econômica que o mundo passará desde a depressão de 1930.

Com isso, a Goldman sinaliza que o tempo gasto ouvindo música "pode mudar de streaming para outras formas de entretenimento de curto prazo". Resumo: senhores empresários: fiquem atentos às novas formas de se ouvir música.

Quanto ao YouTube, a Goldman diz que a plataforma está bem posicionada para capturar o crescente uso e monetização de vídeos musicais, por meio de publicidade e assinatura.

Traduzindo em bom e velho português: 2020 vai ser muito ruim, mas o futuro da música no mundo todo é bastante promissor.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Leo Dias