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Indústria da música quase dobrará de tamanho em 10 anos, prevê banco

Goldman Sachs - Reprodução
Goldman Sachs Imagem: Reprodução
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Colunista do UOL

23/05/2020 17h04

A Goldman Sachs, grupo financeiro de Nova York, é uma das principais empresas do mundo em gestão de valores e investimentos. E em um estudo publicado na última semana eles anunciam que as receitas globais da música em 2020 cairão em cerca de 25%. Eles analisam que a questão da "música ao vivo" será severamente atingida este ano por conta da pandemia, e isso já é uma realidade em todo o país. A queda na receita, segundo cálculos do grupo, levarão a uma queda de 75% na receita deste ano.

Mas as perspectivas para a música são bem positivas a partir do ano que vem. O grupo sinaliza para um crescente crescimento no mercado de streamings, um aumento na demanda de conteúdo e eventos ao vivo e novas oportunidades de licenciamento.

Sendo assim, a Goldman Sachs projetou valores de até 142 bilhões de dólares de crescimento da música em uma década, o que significa um aumento de 84% em relação a 2019.

A Goldman anuncia, de uma maneira geral, que esta pandemia gerará a maior crise econômica que o mundo passará desde a depressão de 1930.

Com isso, a Goldman sinaliza que o tempo gasto ouvindo música "pode mudar de streaming para outras formas de entretenimento de curto prazo". Resumo: senhores empresários: fiquem atentos às novas formas de se ouvir música.

Quanto ao YouTube, a Goldman diz que a plataforma está bem posicionada para capturar o crescente uso e monetização de vídeos musicais, por meio de publicidade e assinatura.

Traduzindo em bom e velho português: 2020 vai ser muito ruim, mas o futuro da música no mundo todo é bastante promissor.

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