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Leo Dias


Público das lives cai e é aberto o vale-tudo para a audiência

Live de César Menotti e Fabiano tem homenagem para artistas que já morreram  - Divulgação
Live de César Menotti e Fabiano tem homenagem para artistas que já morreram Imagem: Divulgação
Leo Dias

Leo Dias é jornalista e diretor-executivo do "TV Fama", da Rede TV!. Foi correspondente internacional da rádio portuguesa RDP, passou pelas TVs Bandeirantes e RedeTV! e apresentou um programa na rádio FM O Dia, líder de audiência no Rio de Janeiro, onde entrevistava políticos, jogadores de futebol, dirigentes e muitos artistas. Assinou uma coluna de celebridades no jornal "O Dia" e também esteve nos jornais "Extra" e nas revistas "Contigo", "Chiques e Famosos", "Amiga" e "Manchete". Apesar dessa experiência, sempre se definiu como repórter, tamanha paixão pela apuração da notícia e pela vontade em produzir conteúdos exclusivos. Polêmico, controverso e dono de uma forte personalidade, Leo conquistou um público cativo por dar notas explosivas e audaciosas num mundo artístico mais conservador. Seu lema: "A fama tem um preço estou aqui para cobrar".

Colunista do UOL

23/05/2020 22h00

Desde o dia 28 de março, quando Gusttavo Lima criou uma nova maneira de se fazer shows (e faturar) durante a Pandemia, que o Brasil foi tomado por lives dos mais diferentes tipos. E o que era novidade, acabou virando rotina e, obviamente, o interesse do espectador caiu. Por isso, foi aberta a temporada do vale tudo por uma live bem-sucedida. De estádio vazio a homenagem aos que não estão mais entre nós.

De 28 de março pra cá, a audiência não para de cair, mesmo assim o interesse de empresas anunciantes continua grande, principalmente em relação a determinados artistas. Carisma, representatividade e repertório são fundamentais na hora de uma empresa investir.

O funk foi o ritmo que mais sofreu com as lives, dificilmente algum cantor fará uma segunda experiência. Lexa, Luisa Sonza... ninguém! Nem Kevinho, que só cantou na desastrosa live da Kondzilla.

Aliás, o argumento da produtora Kondzilla, que tem o maior canal musical do mundo no YouTube, para o fracasso da sua live é que a maioria dos celulares que acessaram à transmissão eram pré-pagos. E o crédito foi acabando... Parece que só mesmo Jerry Smith fará uma segunda live. Os únicos que se deram bem foram Dennis DJ e Pedro Sampaio.

Já o sertanejo e Wesley Safadão, esses estão na crista da onda. Só na live de Bruno e Marrone foram simplesmente 17 empresas patrocinadoras. Mas o que eles já perceberam é que: é sempre preciso apresentar algo novo. O público quer sempre algo diferente. Safadão foi o primeiro a perceber isso. Já na segunda live convidou o Raça Negra e cantou em outra locação. A próxima, em junho, será em cima de um trio elétrico ao lado de Luan Santana. Safadão já está fechando a live de agosto.

Por falar em Luan, o rapaz é fenômeno mesmo, anunciou que cantaria no Allianz Parque vazio. A ideia não agradou muito ao público que queria algo mais intimista e ele voltou com a ideia de cantar em casa.

Uma das lives mais aguardadas é a Festa das Patroas. As três juntas (Marília Mendonça, Maiara e Maraisa) prometem quebrar a internet. E Cesar Menotti e Fabiano farão até homenagem a Gabriel Diniz na próxima live. É.... meu querido , não tá fácil pra ninguém.

Leo Dias