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Sem Chaves e Chapolin: E agora, quem poderá defender o espectador do SBT?

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

03/08/2020 13h33

O SBT aguardou até o último minuto, na sexta-feira (31), para dar a má notícia: depois de 36 anos, a emissora se viu obrigada a encerrar a exibição do Chaves.

E antes que alguém atire uma pedra na emissora, é preciso dizer: Silvio Santos não tem responsabilidade nenhuma por esta tragédia. A culpa é de um imbróglio entre a Televisa, que comercializava os direitos, e o Grupo Chesperito, dono das histórias.

Tudo indica que há uma renegociação em curso. Especula-se que Chaves voltará, mas em outras plataformas. Muita gente está falando em Netflix. Vamos aguardar.

Por enquanto, a questão que aflige o espectador do SBT, parafraseando o Chapolin Colorado, é: quem poderá nos defender?

Chaves era exibido no SBT desde 1984. São 36 anos. Mais de uma geração encontrou conforto naquela vila, naquelas histórias simples, naqueles personagens ingênuos...

O SBT logo percebeu que havia uma audiência cativa à espera de Chaves. Onde quer que a série entrasse, de manhã, de tarde, sábado, domingo, o Ibope respondia positivamente.

Como já escrevi, é triste saber que Chaves pode não voltar nunca mais ao SBT, mas também pode ser uma oportunidade para a emissora. Pode ser a chance de oferecer novos conteúdos, surpreender o espectador.

Corretamente, ainda na sexta-feira, muita gente do SBT, tanto apresentadores como membros da família Abravanel, publicaram a hashtag "Obrigado, Chaves". É um reconhecimento pelo muito que a série fez pela emissora.

Mas além do "obrigado, Chaves", espero que o SBT olhe pra frente. Renove um pouco a sua programação. Encontre os novos "Chaves" que vão encantar o seu público.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL