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Ricardo Feltrin

Nos bastidores, Globo e Band "sabotam" negociação entre Simba e operadoras

Divulgação/Record
Silvio Santos e Edir Macedo são acionistas da Simba, que está numa "sinuca" contra as operadoras Imagem: Divulgação/Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

01/05/2017 07h02Atualizada em 01/05/2017 10h21

A Simba, joint-venture que representa SBT, Record e RedeTV!, está tendo suas negociações com as operadoras de TV paga “sabotadas” --indiretamente-- pela Globo e pela Band, segundo esta coluna apurou.

Desde o último dia 29 essas três emissoras abertas cortaram seus sinais na Grande São Paulo das maiores operadoras, Net e Sky.

O motivo é que elas querem ser remuneradas por seus sinais digitais, que até o último dia 29 eram distribuídos gratuitamente. As operadoras se recusam a pagar.

Além de enfrentar uma dura negociação com dois conglomerados multinacionais e gigantescos, a Simba está sofrendo um outro tipo de pressão de suas próprias conterrâneas.

Emissários da Globo e da Band, que hoje são remuneradas pelas operadoras por seus canais abertos e também fechados, fizeram chegar às operadoras o nada discreto aviso que, se elas aceitarem pagar qualquer coisa aos canais Simba, também irão reivindicar uma “readequação” de seus contratos atuais.

Ou seja, as operadoras   estão sendo “alertadas” que, se capitularem para Record, SBT e RedeTV!, terão outros gastos com elas no horizonte.

No caso da Band a pressão é tão explícita que a emissora, num gesto inesperado e que causou revolta nas concorrentes, chegou a proclamar em editorial que os canais da Simba não têm direito a nenhuma remuneração.

Já a Globo tem um outro argumento, bem mais forte contra as operadoras: segundo esta coluna apurou, apesar de ser um dos canais mais bem-sucedidos dos últimos anos, o Viva (Globosat) não vem sendo remunerado pelas operadoras.

O Viva causa gastos (direitos conexos e autorais, entre outros) e entrou no cardápio da TV por assinatura em 2010,. Mas ele não garantiu nenhum pagamento extra em relação ao contrato que já havia em vigor entre as operadoras e a Globosat.

Ou seja, se por acaso a Simba criar um novo canal pago só com antigas atrações de SBT e da Record --o que já foi proposto, conforme esta coluna antecipou-- e as operadoras aceitarem pagar por isso, a Globosat também vai exigir um pagamento extra pelo Viva.

Como se vê, a negociação entre Simba x Operadoras ainda está muito longe de chegar a um termo. E, se depender de Band e Globo, provavelmente isso não ocorrerá nunca.

@feltrinoficial

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