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Ricardo Feltrin

Sem dinheiro extra de operadoras, Simba deve investir milhões em estrutura

Reprodução/TV Record
Silvio Santos e Edir Macedo, os acionistas e idealizadores da Simba Content Imagem: Reprodução/TV Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

21/05/2017 09h52Atualizada em 21/05/2017 09h52

Além de iniciar seu funcionamento sem uma fonte de receitas, a Simba --joint-venture que representa Record, SBT e RedeTV!--  terá de investir milhões de reais para montar sua estrutura destinada à produção de canais para TV por assinatura e, eventualmente, conteúdo para a TV aberta.

Essa cara estrutura midiática deverá ter os mesmos moldes da Globosat ou Band, por exemplo: um braço corporativo e independente que produz, empacota ou compra conteúdo audiovisual.

Pela regra aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no ano passado, no mínimo 20% de tudo que a Simba porventura vier a receber das operadoras deve ser reinvestido em criação de novos conteúdos.

O problema é que até o momento as operadoras não parecem inclinadas a pagar nada. E, como todos sabem, 20% de nada é nada.

A Simba contava que conseguiria parte do dinheiro para esse novo “braço midiático” a partir de um sonhado acordo com as operadoras. A empresa pedia remuneração pelos sinais digitais abertos de suas três integrantes. Mas, como diz o ditado popular, faltou combinar com as russas (ou, no caso, as operadoras).

No último dia 29 de março, com a outra parte se negando peremptoriamente a pagar pelos sinais abertos que sempre foram distribuídos gratuitamente, a Simba radicalizou e decidiu cortá-los na Grande São Paulo das maiores operadoras de TV paga (Net Claro e Sky).

Só sobrou a Vivo, mas a empresa já está alertando aos assinantes que, por falta de acordo, também deve cortar os sinais das três a partir do próximo mês.

Fora da TV por assinatura, Record, SBT e RedeTV! desabaram em audiência, o que já era mais que previsto e foi antecipado em março por esta coluna.

No primeiro mês os canais perderam de 10% a 40% de audiência dependendo da faixa horária. Em alguns casos, a queda foi até maior.

Neste segundo mês, os canais recuperam aos poucos o público perdido, seja porque algumas pessoas estão adquirindo antenas digitais ou então instalando em suas TVs as antenas coletivas de condomínios.

De qualquer forma, a perda de público ainda é grande e custosa, e a recuperação parece já ter chegado ao seu limite.

O eventual corte de sinal pela Vivo (com cerca de 350 mil assinantes em SP), pode jogar toda essa recuperação no lixo.

Ainda assim a Simba ainda tem de reunir forças e criar essa nova estrutura, sob risco de ver jogado fora todo o trabalho até aqui.

@feltrinoficial

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