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Ricardo Feltrin

Crítica: Sem graça e afetada, "A Vila" terá 2ª temporada no Multishow

Juliana Coutinho/Multishow
Elenco de "A Vila", seriado de humor (sic) do Multishow Imagem: Juliana Coutinho/Multishow
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

26/09/2017 11h07Atualizada em 26/09/2017 11h26

Passei as últimas três semanas assistindo a alguns a capítulos do seriado “A Vila”, do Multishow, para poder comentá-lo. Não foi fácil.

“A Vila” é, para os padrões nacionais, uma superprodução: tem um megacenário, elenco numeroso e renomado, e é capitaneada pelo ator, humorista e blockbuster dos cinemas Paulo Gustavo.

O seriado, como o nome diz, se passa numa vila urbana em que os personagens são pobres, metidos, birutas, estabanados e vivem conflitos e confusões exageradas.

Se lembra “Chaves”? Claro que sim, embora Gustavo tenha dito que não, quando entrevistado pelo UOL.

Em “A Vila”, Gustavo é Rique, um ex-palhaço desempregado que tem bom coração, mas está sempre “aprontando”; tem também Violeta (Katiuscia Canoro),  melhor amiga de Rique, uma garota com alma infantil e “traquina”.

Tem ainda seu Lupércio (Ataíde Arcoverde), o dono da Vila que está sempre cobrando aluguéis atrasados; e também Dona Fausta, a  moradora mais antiga do local, que criou o filho sozinha e está sempre atacando e criticando os demais vizinhos.

Desculpem, mas isso não “lembra” Chaves, eu concordo. Na verdade está mais para um plágio vergonhoso. Mas, vamos considerar, vá lá, que foi uma “homenagem” tardia.

Nesse caso é um tributo dispensável e grotesco ao seriado mexicano.

Enquanto “Chaves”, no SBT, transmite ingenuidade e doçura, uma alegria inocente, e seus personagens criaram gestuais, expressões e bordões adoráveis, o elenco de ”A Vila”, do Multishow, é afetado, bobo e oferece um humor pobre e até constrangedor.

Sem exagero: os textos não têm graça nenhuma, os roteiros são forçados, os personagens são desagradáveis e alguns maneirismos ali exasperam, em vez de divertir.

Como produção de (suposto) humor, “A Vila“ parece tentar agradar às classes C e D, mas seu nível está abaixo de qualquer episódio infeliz de “A Praça é Nossa” ou mesmo de “Zorra Total” em seus piores dias.

Os pontos favoráveis são apenas técnicos: um cenário grandioso e de primeira qualidade; e uma combinação de iluminação e sonoplastia que às vezes fica bem mais engraçada que o texto.

E VEM MAIS POR AÍ

Se pode ficar pior? Saberemos em 2018, já que a produção terá uma segunda temporada no canal da Globosat.

Programa: A Vila
Onde: Multishow
Horário: seg. a sexta: 22h30
Avaliação: Ruim

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