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Ricardo Feltrin

GfK acabou, mas deixou de legado um Ibope melhor, diz vice da RedeTV!

Marcos Ribas/Brazil News
Marcelo de Carvalho é o apresentador de "O Céu É o Limite" Imagem: Marcos Ribas/Brazil News
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

27/09/2017 08h37Atualizada em 27/09/2017 08h37

Marcelo de Carvalho, vice-presidente da RedeTV! e apresentador, diz que lamenta a saída da GfK do Brasil, mas principalmente por causa dos 149 famílias demitidos da empresa na semana passada.

Do ponto de vista estratégico, ele acha que a empresa alemã cometeu muitos erros, como por exemplo subestimar “as especifidades do mercado brasileiro”

Carvalho, 56 anos,  e seu sócio, Amílcare Dallevo, foram idealizadores da introdução da GfK no Brasil, ao lado do bispo Edir Macedo (Record), de Silvio Santos (SBT), e do empresário Fabio Wajngarten, da empresa Controle da Concorrência.

Nessa entrevista, ele fala do fracasso da GfK no Brasil. Leia trechos:

Como você vê a saída da GfK do sistema de medição de audiência após tão pouco tempo?

Marcelo de Carvalho - Eu atribuo muito isso à aquisição da empresa (GfK) a um grupo financeiro (KKR) que eu acredito que não tenha acesso às especificidades do Brasil.

Em primeiro lugar, então, eu lamento.

Mas agora pode ocorrer uma briga nos tribunais entre vocês e a GfK...

Marcelo de Carvalho - Eu acho que independentemente do eventual litígio que possa haver entre as empresas eu acho que a presença da GfK trouxe muitos benefícios…

Quais? Você diz em relação às melhorias da Kantar Ibope?

Primeiro lugar trouxe uma exigência de “compliance” do concorrente muito maior, que aumentou o número de aparelhos medidores de audiência, que foi vendido...Afinal, o Ibope era de uma família, dos Montenegro, e agora quem manda é uma empresa internacional, a Kantar, com uma reputação excelente…

Mas você acha que havia ou há espaço no mercado brasileiro para duas empresas de medição?

Acho, a concorrência é boa para qualquer área…

E sobre a possibilidade de uma empresa brasileira fazendo isso (como o site Notícias da TV informou)

Pessoalmente acho muito importante que essa possível nova empresa tivesse a chancela ou associação com uma empresa internacional, principalmente porque os grandes anunciantes, especialmente os estrangeiros que estão presentes no mundo inteiro, exigem métricas e metodologia usadas internacionalmente.

Então, concluindo, a grande coisa boa que a GfK trouxe foi…

Que melhorou o outro, o que estava aqui. Vou te dar um exemplo simples. Eu acho que o antes do GfK e o pós GfK pode se comparar com a indústria autmomobilística brasileira antes e depois da abertura.

Na verdade a Kantar Ibope também mudou completamente sua postura, ficou muito mais transparente, inclusive com nós jornalistas…

Exato, aumentou a transparência, o compliance, se obrigou a aumentar o número de aparelhos medidos, refinou sua medição…

Lembro que no passado você sempre reclamava e desconfiava muito do Ibope. Hoje você confia nos dados que recebe?

Eu sou engenheiro, então sou bom de cálculo. Todos os cálculos estatísticos eu vejo com muito cuidado, porque vejo quem analisa e qual é a métrica usada. Hoje posso dizer que confio nos números da Kantar “um bilhão” de vezes mais do que há alguns anos...

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