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Ricardo Feltrin

Humorista cego deixa TV e investe em conteúdo para whatsapp

Divulgação
Magela Ceguinho Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

25/01/2018 12h54Atualizada em 25/01/2018 17h38

Magela Ceguinho é o nome artístico de Geraldo Sebastião Magela Dias, que trabalhou por anos na Record e já deu entrevistas em praticamente todas as TVs.

Magela, 59 anos, fico conhecido por fazer humor com sua própria deficiência (retinose pigmentar, leia mais abaixo).

“Oh, rapaz, faz tempo que a gente não se vê. No meu caso mais tempo ainda”, já ri sarcástico ao atender a ligação da coluna. 

Há 5 anos fora da TV, Magela não tem hoje muita esperança em voltar. Ele se diz ciente de que o humor é uma categoria profissional em provável extinção na TV aberta.

“O humor precisa renascer sempre ou então as TVs não investem, diz.

Seu último trabalho foi na “Escolinha do Gugu”, em 2013, na Record, programa inspirado na “Escolinha do Professor Raimundo”, de Chico Anysio.

Palestrante profissional, em vez de choramingar Magela decidiu investir em si mesmo e hoje produz pílulas de humor em vídeos de cerca de um minuto.

Depois, ele as distribui para centenas grupos de Whatsapp cadastrados.

Magela diz que centenas de grupos recebem hoje os vídeos que ele posta.

Só por “whats” ele chega a cerca de 30 mil pessoas.

O retorno publicitário já está começando: o huorista já negocia com anunciantes para que insiram minipropagandas de 5 segundos em seus vídeos.

Os gracejos gravados também estão disponíveis em sua página no facebook (facebook.com/oceguinho/), que tem mais de 300 mil seguidores.

Nos vídeos ele fala de qualquer coisa que passar por sua cabeça: de Bruna Marquezine a Michel Temer; também faz paródia  de qualquer personagem.

Ele está preparando uma esquete com uma versão de Pablo Vittar: Cego Vittar.

O que Magela mais faz, na verdade, é rir de sua própria condição. Com isso ele desarma qualquer público.

"EU SÓ VIA VULTOS"

Mineiro de Belo Horizonte, Magela é o mais novo de oito irmãos. Desses, segundo ele, cinco são cegos.

Casado pela terceira vez (o casamento mais recente já dura 2 anos e meio), ele diz que se lembra, vagamente, na infância de ver uma espécie de “vulto” das coisas e das pessoas.

“Digamos que eu nasci com 5% e imediatamente foi baixando. Lembro desses vultos, mas é só. Hoje não vejo nada, zero”, afirma.

Ele diz que seus pais tinham visão normal.

E que uma das alegrias é que seus dois filhos, assim como quase todos os sobrinhos, também enxergam perfeitamente.

Hoje Magela vive (bem) de palestras e apresentações em teatros de comédia.

“Não tenho do que reclamar. Mas é claro que dá saudade do tempo da TV também.”

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